Erasmus Mundus incentiva formação de estudantes em intercâmbios sanduíche

A modalidade de intercâmbio “sanduíche” é muito comum, nela o período de estudos no exterior varia de três meses a dois anos. Por isso o nome “sanduíche”: o período de vivência no exterior fica no meio do curso. Então o tema da terceira reportagem do UFPA em Série-Intercâmbio é Erasmus Mundus, um programa que oferece essa modalidade aos graduandos e doutorandos e foi implementado pela Agência da União Europeia - Comissão à Agência de Execução relativa à Educação, ao Audiovisual e à Cultura (EACEA).

O principal objetivo do Programa Erasmus Mundus é incentivar o reforço e a melhoria das perspectivas de carreira dos estudantes, assim como favorecer a compreensão intercultural para o meio da cooperação com países terceiros, em harmonia com os objetivos de política externa da União Europeia. O Erasmus Mundus visa, também, fomentar a cooperação estruturada entre instituições europeias e brasileiras de ensino superior, por meio da promoção da mobilidade em todos os níveis de estudos.

O intuito do programa é melhorar o desenvolvimento dos recursos humanos e promover o diálogo e a compreensão entre povos e culturas, além de formar uma sociedade pesquisadora e inovadora baseada no conhecimento. O Erasmus Mundus oferece oportunidades para que os selecionados participem de um intercâmbio em universidades e de cursos de excelência. A existência do programa fomenta, ainda, a cooperação internacional entre as instituições e o desenvolvimento dos recursos humanos e pesquisas acadêmicas.

Seleção dos candidatos – A escolha dos estudantes para o programa é organizada e mediada pela universidade parceira, que estabelece metodologias e critérios de seleção internos. Os candidatos selecionados pela Comissão Europeia recebem uma bolsa de estudos que cobre passagens, seguro obrigatório de saúde, viagem, acidente, além de manutenção mensal no país de destino durante a vigência do intercâmbio. O valor da bolsa de manutenção mensal varia entre alunos de graduação, pós-graduação e o pessoal administrativo/acadêmico.

Experiência - Uma das selecionadas para o Programa Erasmus Mundus foi a estudante Brenda Villas Boas, acadêmica de Engenharia Elétrica. Ela passará nove meses na Universidade Politécnica de Madrid, na Espanha, de setembro de 2016 até junho de 2017. “Eu espero conhecer muitas pessoas que possam ajudar no crescimento da minha carreira, já que esse é um fator muito importante para o desenvolvimento profissional de qualquer pessoa”, disse Brenda.

A estudante afirmou que já fez diversos planos para sua permanência na Espanha. Brenda disse que quer representar muito bem a Universidade Federal do Pará, participando das aulas e das atividades propostas na universidade de destino. “Também pretendo conhecer o corpo de pesquisadores para, no futuro, fazer o doutorado na Europa. A certeza que tenho é de que não me limitarei geograficamente. Eu estarei pronta para ocupar vagas em qualquer lugar do mundo”, disse.

“O contato com pesquisadores de excelência na área que eu escolhi seguir (Engenharia Elétrica, com ênfase em Telecomunicações) será positivo para perceber as diferentes tendências e métodos usados nas pesquisas internacionais”, concluiu a estudante.

Outra selecionada da UFPA foi Amanda Santos, acadêmica de Engenharia Sanitária e Ambiental. A estudante fará mobilidade de sete meses no Politécnico de Milano, em Milão, na Itália. Ela contou que o intercâmbio veio em um momento oportuno. “Estou esperando as melhores coisas. Vou me aperfeiçoar e aprender novas tecnologias e métodos sobre a minha área de atuação, além de conhecer novas pessoas e culturas”, destacou.

Para Amanda, o intercâmbio é um dos maiores aprendizados para um estudante. “O intercâmbio muda a vida de todos que vão. Eu tenho muitos amigos que foram e me incentivam muito, desde o início. Acredito que serão os meus melhores meses e os maiores aprendizados que terei na vida”, concluiu. A estudante fará mobilidade entre setembro de 2016 e abril de 2017.

Mais sobre o programa – A cooperação do Erasmus Mundus ocorre entre todos os países da União Europeia e o Brasil. Primeiramente, a Comissão Europeia seleciona as parcerias entre universidades da União Europeia e de países parceiros, com vista à organização dos intercâmbios. Cada parceria é composta por um mínimo de cinco universidades europeias oriundas de, pelo menos, três Estados-Membros da União Europeia e por, pelo menos, uma universidade oriunda de cada um dos países parceiros, incluídos numa dada área geográfica.

As redes formadas no Brasil são compostas por universidades europeias e brasileiras, coordenadas por uma universidade europeia. A UFPA já participou dos seguintes Projetos Erasmus Mundus: Redes EBW, EBWII e BABEL (coordenadas pela Universidade do Porto, em Portugal); ISAC (coordenada pela Universidade de Coimbra, em Portugal); EUBRANEX, EUBRANEX II e EUBRANEX PLUS (coordenadas pela Universidade de Munique, na Alemanha); EMundus15 (coordenada pela Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha); EU-BRAZIL STARTUP (coordenada pela Universidade de Turim, na Itália); e SMART2 (coordenada pela CentraleSupelec, na França).

Para participar, o candidato deve ser vinculado a uma universidade brasileira parceira do Programa Erasmus Mundus ou possuir um diploma por uma IES brasileira, mesmo que não seja vinculada ao programa. Além disso, deve estudar em uma das áreas temáticas definidas como prioritárias pela rede. As candidaturas partem de um edital interno para avaliar o mérito acadêmico, projetos de pesquisa, motivação e competências linguísticas.

Podem participar: professores, alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e pessoal administrativo/acadêmico. Ao todo, 88 candidatos da UFPA, entre alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores, já receberam bolsas de estudos dos Projetos Erasmus Mundus, entre os anos de 2009 e 2016.

 

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