UFPA debate estratégias de internacionalização para o novo PDI 2026-2035
A Pró-Reitoria de Relações Internacionais (PROINTER) participou, dia 21 de Janeiro de 2026, dos seminários temáticos sobre o novo Plano de Desenvolvimento Institucional 2026–2035. O evento é uma apresentação das políticas de planejamento da instituição e é promovido pela Pró-Reitoria de Planejamento da UFPA (PROPLAN). Integrando as discussões, a PROINTER liderou o seminário temático voltado à nova Política de Internacionalização da UFPA. Na ocasião, o assessor, agente de planejamento e pró-reitor em exercício, Prof. Dr. Saulo Monteiro Martinho de Matos, apresentou as diretrizes que reforçam a identidade de uma universidade pública e multicampi conectada globalmente para fortalecer a Amazônia. O documento é fruto de um trabalho coletivo entre a PROINTER e uma equipe multidisciplinar composta por:
PROINTER (Pró-Reitoria de Relações Internacionais)
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Lise Vieira da Costa Tupiassu Merlin;
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Anderson Francisco Guimarães Maia;
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Patrícia Gonçalves.
PROPESP (Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação)
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Maria Iracilda da Cunha Sampaio.
PROEG (Pró-Reitoria de Ensino de Graduação)
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Joelma Morbach.
NTPC (Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento)
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Simone Souza da Costa Silva.
NUMA (Núcleo de Meio Ambiente)
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Gilberto de Miranda Rocha.
ILC (Instituto de Letras e Comunicação)
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Tânia Maria Pereira Sarmento-Pantoja.
IMV (Instituto de Medicina Veterinária)
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Moysés dos Santos Miranda.
Unidades do Interior (Campus)
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Campus Bragança: Ana Lília Carvalho Rocha;
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Campus Tucuruí: Wassim Raja El Bana.
Bases Conceituais da Internacionalização: Enraizada, Inclusiva e Solidária
Durante a apresentação da nova política, foram destacadas:
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Internacionalização enraizada
Diferente de modelos que buscam apenas “copiar” padrões estrangeiros, a internacionalização enraizada foca no fortalecimento do local através do global.
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Foco: Valorização da identidade regional e das demandas da comunidade local;
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Objetivo: Garantir que o intercâmbio de conhecimento beneficie diretamente o território onde a instituição está inserida.
2. Internacionalização inclusiva
Propõe que as experiências de internacionalização não sejam restritas a elites financeiras e acadêmicas, mas um direito acessível para toda comunidade da UFPA
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Estratégia: Uso de tecnologias para intercâmbios virtuais e o conceito de "Internacionalização em Casa" (atividades internacionais dentro do próprio campus);
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Democratização: Criação de políticas de apoio para grupos historicamente sub-representados.
3. Internacionalização Solidária
Propõe a prioridade de fortalecimento de parcerias com instituições do eixo Pan-Amazônia e Sul Global, rompendo com modelos tradicionais focados apenas no Norte Global
"Internacionalizar não significa apenas projetar a universidade no exterior, mas integrar saberes locais e globais, criando redes de solidariedade entre comunidades que compartilham desafios históricos."
Diagnóstico e Visão Estratégica
Com base em uma análise SWOT, a equipe identificou como forças o protagonismo em temas amazônicos e a qualidade da pós-graduação. Por outro lado, foram apontadas fragilidades como a baixa fluência em idiomas estrangeiros e a vulnerabilidade socioeconômica da comunidade acadêmica.
Para superar esses desafios, a UFPA definiu como objetivo estratégico consolidar-se como referência global através de uma internacionalização inclusiva, digital e enraizada. Segundo o professor Saulo:
"Internacionalizar não significa apenas projetar a universidade no exterior, mas integrar saberes locais e globais, criando redes de solidariedade entre comunidades que compartilham desafios históricos."
Diretrizes e Indicadores de Sucesso
A estratégia para a próxima década está fundamentada em três pilares concretos:
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Sustentação e Expansão Institucional: Foco na captação de recursos e parcerias estratégicas;
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Inclusão e Colaboração: Fortalecimento da "internacionalização em casa" e do letramento intercultural;
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Integração e Projeção Internacional: Melhoria da visibilidade em rankings e comunicação estratégica.
Alinhamento Global: Agenda 2030
A nova política está intrinsecamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A UFPA reafirma seu compromisso especialmente com a equidade de gênero (ODS 5), garantindo a participação igualitária de mulheres em programas de liderança e mobilidade, além de focar na redução de desigualdades (ODS 10) e na conservação da vida na água e terrestre (ODS 14 e 15).
Ao final de dez anos, a meta é que a vivência intercultural esteja plenamente institucionalizada no cotidiano acadêmico da UFPA, entregando saberes amazônicos ao mundo de forma ética e sustentável.
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