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UFPA e Universidade de Michigan fortalecem cooperação científica durante workshop internacional da Cátedra Fulbright UFPA/CISAM

Publicado: Quarta, 12 de Agosto de 2026, 14h09 | Última atualização em Quarta, 12 de Agosto de 2026, 14h28
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Entre os dias 10 e 14 de agosto, a Universidade Federal do Pará (UFPA) realiza o I Workshop Internacional da Cátedra Fulbright UFPA/CISAM, com o tema Biodiversity and Forest Change Under Global Change: Tools, Models, and Scenarios. Promovido em parceria com a Universidade de Michigan, a Comissão Fulbright Brasil e o Centro de Estudos Avançados da Amazônia (CISAM), o evento reúne pesquisadores brasileiros e norte-americanos para discutir os impactos das mudanças globais sobre a biodiversidade e apresentar ferramentas aplicadas à ecologia e à conservação.

A programação conta com atividades teóricas e práticas sobre inteligência artificial, dados geoespaciais, sensoriamento remoto, modelagem de ecossistemas, mudanças no uso da terra, biodiversidade e ciclo do carbono. Também estão sendo realizadas palestras institucionais e atividades de integração entre pesquisadores e estudantes.

Rede Amazônia Global amplia possibilidades de cooperação

Durante o segundo dia do workshop, a pró-reitora de Relações Internacionais da UFPA, Lise Tupiassu, apresentou as possibilidades de cooperação articuladas pela Rede Amazônia Global, iniciativa coordenada pela UFPA no âmbito do Programa CAPES-Global.edu. A Rede reúne, além da UFPA, a Universidade Federal de Roraima (UFRR), a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), articulando instituições de diferentes regiões do país em torno de agendas estratégicas de pesquisa, formação, mobilidade e cooperação internacional.

Lise Tupiassu destacou que a participação na Rede amplia a capacidade de articulação internacional da UFPA ao conectar pesquisadores estrangeiros não apenas à Universidade, mas também a uma estrutura nacional de cooperação científica. “A colaboração internacional com a UFPA, na verdade, implica uma colaboração em rede, onde várias instituições também podem estar ligadas. E, com isso, a gente consegue estruturar de forma mais efetiva uma capilaridade dentro do Brasil”, afirmou.

A pró-reitora também apresentou possibilidades de mobilidade e formação, como o doutorado-sanduíche e a participação de pesquisadores estrangeiros em grupos de pesquisa brasileiros. Segundo ela, a estratégia inclui ainda a recepção de professores e pesquisadores visitantes e a construção de colaborações de caráter duradouro.

Para Leandro Juen, coordenador do CISAM e da Cátedra Fulbright UFPA/CISAM, a aproximação com a Universidade de Michigan contribui para integrar o conhecimento produzido por pesquisadores da Amazônia a novas técnicas e ferramentas de pesquisa. “A ideia que nós queremos é trabalhar em conjunto para que a ciência produzida na Amazônia e para a Amazônia tenha como protagonistas as pessoas que estão aqui, trabalhando para a sustentabilidade do bioma”, destacou.

Excelência e internacionalização da UFPA

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPA, Iracilda Sampaio, destacou os avanços recentes da Universidade em excelência acadêmica e interiorização da pós-graduação. Na mais recente Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), 35 dos 92 programas de pós-graduação avaliados na UFPA registraram aumento de nota, enquanto o número de programas com conceito máximo (7) dobrou, chegando a quatro. O desempenho também abre caminho para a criação de sete novos cursos de doutorado fora de Belém.

Iracilda Sampaio avalia que o resultado evidencia o fortalecimento da qualidade acadêmica da Universidade e de seu modelo multicampi. “O resultado deste ano nos impactou especialmente porque vários programas dos campi passaram de nota 3 para 4, e até de 3 para 5. Isso consolida a UFPA como uma universidade multicampi de qualidade e de excelência”, afirmou.

A pró-reitora também destacou a importância da Rede Amazônia Global nesse processo de expansão da cooperação científica. No âmbito do CAPES-Global.edu, a iniciativa foi classificada como o segundo melhor projeto da seleção, atrás apenas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e reúne as cinco instituições participantes em uma agenda comum voltada aos desafios estratégicos da Amazônia.

UFPA e Universidade de Michigan assinam Memorando de Entendimento

Como parte do fortalecimento da cooperação entre as instituições, o segundo dia do workshop também contou com a assinatura de um Memorando de Entendimento (MOU) entre a UFPA e a Universidade de Michigan.

O acordo estabelece bases para a cooperação acadêmica e científica entre as duas universidades e prevê possibilidades como desenvolvimento de projetos de pesquisa conjuntos, intercâmbio de publicações e relatórios científicos, compartilhamento de experiências em metodologias de ensino, organização conjunta de simpósios, workshops e conferências, oportunidades de desenvolvimento profissional e intercâmbio de docentes, mobilidade estudantil e participação de pesquisadores visitantes.

O memorando tem vigência de cinco anos e estabelece um marco para a ampliação das iniciativas conjuntas entre as instituições, especialmente em áreas relacionadas à biodiversidade, mudanças globais, sustentabilidade e produção de conhecimento sobre a Amazônia.

Participaram ainda da programação a vice-reitora da UFPA, Loiane Prado; o vice-coordenador, Luciano Fogaça de Assis Montag; e Thiago Gonçalves-Souza, pesquisador científico assistente da School for Environment and Sustainability (SEAS) da Universidade de Michigan.

O workshop e a assinatura do Memorando de Entendimento reforçam a estratégia de internacionalização da UFPA, ampliando a conexão da Universidade com parceiros internacionais e fortalecendo redes de pesquisa dedicadas aos grandes desafios da Amazônia.

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