UFPA abre inscrições para mobilidade de professores para Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai

A Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer), está com inscrições abertas para o Edital Prointer nº 13/2026, referente à pré-seleção interna de docentes interessados em participar do Programa ESCALA Docentes 2027, da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM). A iniciativa oferece até 17 vagas em universidades da Argentina, da Colômbia, do Paraguai e do Uruguai para mobilidade presencial, ampliando a atuação de docentes e grupos de pesquisa da UFPA em redes internacionais. Vagas e universidades participantes As oportunidades estão distribuídas por 11 universidades: Na Argentina, são oferecidas vagas na Universidad Nacional de Hurlingham (UNAHUR), na Universidad Nacional del Nordeste (UNNE), na Universidad Nacional del Litoral (UNL), na Universidad Nacional de Cuyo (UNCuyo), na Universidad Nacional de La Plata (UNLP), na Universidad Nacional de Córdoba (UNC), na Universidad Nacional de Quilmes (UNQ) e na Universidad Nacional de Rosario (UNR); Na Colômbia, é oferecida uma vaga na Universidad Nacional de Colombia (UNAL); No Paraguai, há duas vagas na Universidad Nacional de Asunción (UNA), sendo uma destinada à área de Ciências Econômicas e outra à Engenharia; No Uruguai, são duas vagas na Universidad de la República (UDELAR). A mobilidade será presencial, com duração mínima de cinco dias úteis e máxima de 15 dias. Benefícios A UFPA providenciará passagens aéreas internacionais de ida e volta até o país de destino e custeará seguro internacional de saúde, assistência e repatriação durante o período da viagem, incluindo os deslocamentos de ida e retorno. A emissão das passagens e a implementação do seguro dependem dos procedimentos administrativos, da autorização de afastamento e da disponibilidade orçamentária e financeira. As universidades anfitriãs oferecerão auxílio para alimentação e alojamento, conforme suas próprias regras, condições e disponibilidade. Os benefícios não cobrem necessariamente todas as despesas: custos como passaporte, visto, vacinas, deslocamentos internos, alimentação complementar e despesas pessoais ficam sob responsabilidade do participante. Quem pode participar? Podem se candidatar docentes do quadro efetivo da UFPA, com vínculo ativo e em efetivo exercício em qualquer campus, que não estejam em estágio probatório e desenvolvam projeto de ensino, pesquisa ou extensão registrado e vigente ao fim do período de inscrição. Entre os requisitos, estão a anuência da chefia máxima da unidade, o contato prévio com a instituição anfitriã e a apresentação de carta-convite para cada destino escolhido. Também é necessário apresentar um Plano de Trabalho para cada opção e um Plano de Difusão e Impacto, que descreva como os conhecimentos e resultados da experiência serão compartilhados e aproveitados institucionalmente na UFPA. Os candidatos podem indicar até três vagas, em ordem de preferência, desde que atendam aos requisitos específicos de cada uma. As condições de idioma, período, documentação e acolhimento devem ser verificadas nos formulários de informações básicas das universidades participantes. Inscrições e seleção As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo formulário eletrônico, com o envio dos documentos exigidos pelo edital. A seleção será documental, com pontuação de até 10 pontos, considerando trajetória acadêmica e produção, cooperação internacional, Plano de Trabalho e Plano de Difusão e Impacto. A pré-seleção da UFPA não garante o aceite definitivo pela universidade de destino nem a realização da mobilidade, que também depende do cumprimento dos requisitos e da aprovação das instituições envolvidas. Cronograma Inscrições: 28 de outubro a 22 de novembro de 2026; Resultado preliminar da pré-seleção: até 26 de novembro de 2026; Resultado final da pré-seleção: até 2 de dezembro de 2026; Aceite definitivo e realização da mobilidade: conforme o calendário da AUGM, da FIB e da instituição anfitriã em 2027. Serviço Edital: Edital Prointer nº 13/2026 — Programa ESCALA Docentes AUGM 2027.1 Público: Docentes do quadro efetivo da UFPA, com vínculo ativo e em efetivo exercício, que atendam aos requisitos do edital Vagas: Até 17, distribuídas por universidades da Argentina, da Colômbia, do Paraguai e do Uruguai Inscrições: De 28 de outubro a 22 de novembro de 2026 Acesse aqui o edital e seus anexos para consultar os requisitos e as orientações de candidatura. Acesse aqui o formulário de inscrição.
UFPA abre inscrições para mobilidade de servidores técnico-administrativos para Argentina, Paraguai e Uruguai

A Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer), está com inscrições abertas para o Edital Prointer nº 12/2026, referente à pré-seleção de servidores técnico-administrativos para o Programa ESCALA Gestores e Administradores, da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM). A mobilidade será realizada presencialmente em universidades estrangeiras ao longo de 2027. A iniciativa oferece quatro vagas em universidades da Argentina, do Paraguai e do Uruguai, com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimentos, experiências e boas práticas de gestão, administração e serviços universitários, além de fortalecer a cooperação institucional e a internacionalização multicampi da UFPA. Vagas e universidades participantes As quatro vagas estão distribuídas entre as seguintes instituições: A mobilidade terá duração mínima de cinco e máxima de dez dias úteis, conforme as condições da universidade anfitriã e o período acordado. Excepcionalmente, poderão ser autorizados períodos superiores, observadas as regras do programa e a disponibilidade orçamentária. Benefícios A UFPA providenciará passagens aéreas internacionais de ida e volta até o país da universidade de destino e custeará o seguro internacional de saúde, assistência e repatriação, conforme os procedimentos administrativos aplicáveis. As instituições anfitriãs oferecerão auxílio para alimentação e alojamento durante a mobilidade, de acordo com suas próprias regras, condições e disponibilidade. Os benefícios não cobrem necessariamente todas as despesas da viagem. Os participantes deverão arcar com os custos não contemplados, como passaporte, visto, vacinas, deslocamentos internos, alimentação complementar e despesas pessoais. A emissão das passagens e a realização da mobilidade também dependem da disponibilidade orçamentária e financeira, da autorização de afastamento e do aceite definitivo da universidade de destino. Quem pode participar? Podem se candidatar servidores técnico-administrativos em educação pertencentes ao quadro efetivo da UFPA, com vínculo ativo e em efetivo exercício em qualquer campus da Universidade, desde que não estejam em estágio probatório e atendam aos demais requisitos do edital. É necessário que as atividades profissionais sejam compatíveis com a vaga pretendida, abrangendo funções de gestão, administração, planejamento, coordenação, assessoramento, atividades técnicas ou serviços universitários. Os candidatos também deverão apresentar Plano de Trabalho e Plano de Difusão e Impacto, além de obter a anuência da chefia máxima da unidade de exercício e a concordância formal da unidade ou do setor anfitrião para cada vaga indicada. Também é exigido conhecimento suficiente do idioma de trabalho para a realização das atividades, além do cumprimento dos requisitos específicos da universidade de destino. A comprovação formal de proficiência será necessária quando prevista nas condições da vaga ou nas regras da instituição anfitriã. Inscrições e seleção As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico, de 28 de outubro a 22 de novembro de 2026. Os candidatos deverão preencher o formulário e anexar a documentação exigida, incluindo identificação, comprovante de vínculo funcional, currículo atualizado, formulário oficial do programa, Plano de Trabalho para cada destino indicado, Plano de Difusão e Impacto, Termo de Compromisso e comprovação de concordância da instituição anfitriã, além dos documentos específicos de cada vaga. A pré-seleção da UFPA tem caráter de indicação institucional e não garante o aceite definitivo pela universidade de destino nem a concessão dos benefícios. A participação dependerá da aprovação da instituição anfitriã e do cumprimento das exigências administrativas e funcionais. Cronograma Serviço Edital: Prointer nº 12/2026 — Programa ESCALA Gestores e Administradores AUGM 2027.1 Público: Servidores técnico-administrativos em educação do quadro efetivo da UFPA Vagas: Quatro, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai Benefícios: Passagens internacionais e seguro custeados pela UFPA; auxílio para alimentação e alojamento oferecido pelas universidades de destino Inscrições: De 28 de outubro a 22 de novembro de 2026 Acesse aqui o edital e seus anexos para consultar os requisitos e as orientações de candidatura. Acesse aqui o formulário de inscrição.
Brasil e Reino Unido ampliam cooperação científica para enfrentar desafios climáticos na Amazônia

A busca por soluções para os desafios climáticos da Amazônia ganhou um novo impulso com a aproximação entre pesquisadores brasileiros e britânicos. Entre os dias 12 e 17 de outubro, Belém recebeu um workshop internacional que reuniu cientistas em início de carreira, especialistas e representantes de comunidades tradicionais para discutir caminhos de pesquisa voltados à sociobiodiversidade, às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável da região. O encontro resultou na elaboração de seis propostas de pesquisa interdisciplinares, com potencial de submissão a instituições de financiamento nacionais e internacionais, e na assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade de Birmingham, do Reino Unido, para fortalecer a cooperação acadêmica e científica. Promovida pelo British Council, a iniciativa foi realizada pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), da UFPA, e pelo Brazil Institute, da Universidade de Birmingham, no âmbito da iniciativa Amazônia +10. Intitulado Sociobiodiversity, Mobility and Climate Action in the Amazon: Building Interdisciplinary Pathways for Sustainable Futures, o workshop reuniu dez pesquisadores vinculados a instituições da Inglaterra e dez pesquisadores da Amazônia Legal, acompanhados por seis mentores. A proposta foi aproximar a produção científica das realidades sociais, ambientais e territoriais da Amazônia, incorporando conhecimentos de populações tradicionais à construção de novas agendas de pesquisa. Ciência da Amazônia A escolha de Belém como sede do encontro reforçou a importância de desenvolver pesquisas sobre a região a partir de seus próprios territórios, especialmente diante dos debates internacionais sobre a crise climática e a conservação da biodiversidade. Para Angelo Martins, codiretor do Brazil Institute da Universidade de Birmingham e um dos coordenadores do workshop, a localização do encontro foi parte fundamental da proposta científica. “A Amazônia está no centro dos grandes desafios do nosso tempo, como a crise climática, a perda de biodiversidade e as desigualdades sociais. Por isso, não faz sentido discutir o futuro da região apenas fora dela”, afirmou. Segundo o pesquisador, realizar o workshop em Belém, cidade que sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), representou uma oportunidade de aproximar a pesquisa internacional dos conhecimentos e das experiências de quem vive na região. “Realizar o workshop em Belém, cidade que sediou a COP30, significa produzir conhecimento a partir do território, em diálogo com quem vive e pesquisa a Amazônia todos os dias”, destacou. A programação combinou atividades acadêmicas, debates interdisciplinares e experiências de campo. Entre os temas abordados estiveram o financiamento científico, o engajamento público, o impacto social da pesquisa e a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento. Conhecimentos tradicionais Um dos eixos do encontro foi a participação de representantes de comunidades quilombolas, extrativistas e indígenas, que compartilharam experiências sobre a proteção dos territórios, a produção de conhecimentos e os desafios enfrentados pelas populações amazônicas. Participaram dos debates Miriane Coelho e Marluce Coelho, da Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS), além de Letícia Moraes e Robson Santos, lideranças regionais do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS). A presença dessas lideranças permitiu discutir como a pesquisa científica pode contribuir para demandas concretas das comunidades, incluindo a defesa de direitos territoriais, o monitoramento ambiental e a construção participativa de instrumentos de gestão e proteção dos territórios. Para Nírvia Ravena, professora da UFPA e coordenadora do workshop, o diálogo entre pesquisadores e populações tradicionais é essencial para ampliar o impacto social da ciência. “O workshop proporcionou aos estudantes ouvir lideranças que muito conquistaram, em defesa de seu território, a partir de colaborações entre os povos tradicionais e a comunidade científica”, afirmou. Segundo a pesquisadora, as lideranças apresentaram experiências de construção conjunta de protocolos de consulta, cartografias sociais e mecanismos participativos de diagnóstico e monitoramento territorial. “Elas compreendem que o direito anda lado a lado com a ciência, e que precisamos de ciência engajada para avançarmos no desenvolvimento e na defesa do território amazônico”, acrescentou. As discussões evidenciaram a importância de reconhecer os conhecimentos produzidos pelas comunidades como parte da construção de pesquisas capazes de responder às necessidades sociais e ambientais da região. Da biodiversidade à bioeconomia A programação também incluiu atividades de campo para aproximar os participantes de experiências relacionadas à sociobiodiversidade, à conservação ambiental e ao uso sustentável de recursos naturais. Na Ilha do Combu, próxima a Belém, os pesquisadores conheceram iniciativas ligadas à valorização dos produtos da floresta e às atividades econômicas desenvolvidas por comunidades ribeirinhas. Entre as visitas esteve a Fábrica de Chocolate Filhas da Ilha, onde o grupo teve contato com práticas produtivas relacionadas à biodiversidade amazônica. Os participantes também visitaram a sede do Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB), onde conheceram experiências de manejo e utilização da andiroba, recurso florestal associado às atividades produtivas e à bioeconomia regional. As atividades ofereceram aos pesquisadores a oportunidade de relacionar os debates acadêmicos a experiências concretas de uso dos recursos naturais e de organização comunitária. Outro momento da programação ocorreu no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição parceira do encontro. No local, os participantes acompanharam discussões sobre arte, ciência e engajamento público, com contribuições da artista visual e programadora cultural Clarissa Passarinho, do documentarista Sam Liebmann, da arquiteta Karol Gillet e da liderança indígena Ângela Kaxuyana, integrante da Associação Indígena Katxuyana, Tunayana e Kahyana (AIKATUK). O grupo também visitou as exposições Diversidades Amazônicas e Katxar Kum Neero: o caminho das retomadas dos Katxuyana e Kahyana, esta última concebida e narrada por indígenas por meio da AIKATUK. As atividades ampliaram as discussões sobre diferentes formas de produzir, compartilhar e comunicar conhecimentos relacionados à Amazônia. Este texto é de autoria de Roberta Cartágenes e foi publicado originalmente no Portal da UFPA. Acesse-o aqui.
Sob liderança da UFPA, Rede Amazônia Global reúne universidades para fortalecer cooperação internacional

A ciência produzida na Amazônia estará no centro das discussões do lançamento oficial da Rede Amazônia Global, nesta quinta-feira (22), na Universidade Federal do Pará (UFPA). Vinculada ao Programa CAPES Global.edu, a iniciativa reúne UFPA, Universidade Federal de Roraima (UFRR), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), com o objetivo de fortalecer a internacionalização da pesquisa e da pós-graduação a partir da Amazônia. A programação aberta à comunidade acadêmica será realizada das 8h30 às 12h, no Auditório do Mercedários UFPA, em Belém. A manhã contará com a abertura oficial, a participação de reitores e representantes das instituições integrantes e a apresentação dos cinco temas estruturantes da Rede. O evento também marcará o lançamento do site e do perfil da iniciativa no Instagram, ampliando os canais de comunicação e compartilhamento do conhecimento científico produzido na região. A participação é aberta à comunidade acadêmica, e o evento será transmitido ao vivo pelo canal da UFPA no YouTube, possibilitando o acompanhamento por pessoas de outros campi e das instituições parceiras. Cooperação científica e internacionalização Embora o encontro marque oficialmente o lançamento da Rede, as ações vinculadas ao Programa CAPES Global.edu na UFPA já estão em andamento desde junho de 2026. Nesse período, a Universidade publicou editais voltados à implementação de atividades de internacionalização e cooperação acadêmica, enquanto as demais instituições integrantes também vêm desenvolvendo ações no âmbito da iniciativa. Coordenada pela UFPA, a Rede Amazônia Global foi aprovada em segundo lugar no processo seletivo do Programa CAPES Global.edu e terá duração de cinco anos. Sua proposta é articular as instituições participantes em torno de temas estratégicos para a Amazônia, promovendo a colaboração entre programas de pós-graduação, pesquisadores e parceiros internacionais. Para a pró-reitora de Relações Internacionais da UFPA, professora Lise Tupiassu, a Rede representa uma oportunidade de ampliar a cooperação acadêmica a partir das questões científicas, ambientais e sociais da Amazônia. “Esperamos que a Rede Amazônia Global se traduza em projetos conjuntos, novas oportunidades de formação e mobilidade e resultados que contribuam para enfrentar os desafios dos territórios amazônicos, além de consolidar a internacionalização como elemento essencial do desenvolvimento de todas as instituições parceiras”, afirma. A pró-reitora também destaca a importância de ampliar a participação da Amazônia nos debates e processos decisórios internacionais sobre questões que afetam a região. “Queremos fortalecer o protagonismo da ciência produzida na Amazônia, em diálogo com os saberes de suas populações, e ampliar sua participação nas decisões e na construção de soluções em escala internacional”, acrescenta. A atuação internacional da UFPA já inclui iniciativas que aproximam a pesquisa desenvolvida na Amazônia de instituições e pesquisadores de outros países. Entre as ações recentes estão a Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia, que reuniu estudantes e pesquisadores do Brasil, da França e da Guiana Francesa, e a missão institucional a Camarões e Moçambique, que resultou na assinatura de 15 acordos de cooperação acadêmica e científica. Essas iniciativas dialogam com o propósito de ampliar o intercâmbio de conhecimentos, fortalecer parcerias e construir agendas de pesquisa colaborativas. Para o próximo ano, estão previstas novas missões internacionais, incluindo a participação em eventos como a Asia-Pacific Association for International Education (APAIE), em março; a conferência da Association of International Educators (NAFSA), nos Estados Unidos, em maio; e a European Association for International Education (EAIE), em Portugal, em setembro. Governança e próximos passos Após a programação aberta ao público na manhã de quinta-feira, as atividades terão continuidade à tarde e na manhã de sexta-feira (23), em reuniões restritas aos integrantes dos Comitês Administrativo e Gestor da Rede. O encontro presencial reunirá reitores e representantes das reitorias, integrantes da gestão institucional e coordenadores dos cinco temas estruturantes. A agenda de trabalho prevê a avaliação das ações em curso, o alinhamento dos papéis das instituições, a instalação da estrutura de governança compartilhada e a definição de prioridades, estratégias e encaminhamentos para a execução do plano de trabalho. A expectativa é que as discussões fortaleçam a articulação entre as cinco universidades e estabeleçam as bases para a atuação conjunta ao longo dos próximos anos, ampliando a presença internacional da ciência produzida na Amazônia. Serviço Evento: Lançamento da Rede Amazônia Global Data: 22 de outubro de 2026 (quinta-feira) Horário: 8h30 às 12h Local: Auditório do Mercedários UFPA Transmissão: Canal da UFPA no YouTube Participação: Evento aberto à comunidade acadêmica no período da manhã
IsF/UFPA oferece curso on-line de francês para iniciantes

O Idiomas sem Fronteiras (IsF) da Universidade Federal do Pará (UFPA) ofertará o curso on-line de francês “Comunicação Oral: apresentar-se em francês”, voltado a pessoas que desejam iniciar o aprendizado da língua. A formação busca fornecer instrumentos linguísticos e culturais para que os participantes desenvolvam habilidades básicas de comunicação em francês de maneira prática e confiante. Ao todo, serão disponibilizadas 25 vagas, com carga horária de 16 horas. A proposta é introduzir os participantes ao idioma a partir da apresentação pessoal, uma das primeiras habilidades desenvolvidas no aprendizado de uma nova língua. Durante a formação, os estudantes terão a oportunidade de entrar em contato com elementos linguísticos e culturais que auxiliam na comunicação em situações cotidianas, contribuindo para o desenvolvimento de conhecimentos iniciais em francês. As aulas serão realizadas na modalidade on-line, ao longo de quatro semanas, no período de 26 de outubro a 19 de novembro de 2026. Os encontros ocorrerão às segundas e quartas-feiras, das 14h30 às 16h30. A organização em encontros semanais permitirá que os participantes acompanhem as atividades de aprendizagem durante o período previsto para a formação. A oportunidade é destinada à comunidade acadêmica da UFPA, incluindo estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e técnicos-administrativos. Também poderão se inscrever professores da Educação Básica de escolas públicas e integrantes de comunidades acadêmicas de instituições públicas de Ensino Superior do Pará, ampliando o acesso à formação linguística para diferentes públicos vinculados à educação. As inscrições estarão disponíveis das 12h do dia 19 de outubro às 18h do dia 21 de outubro de 2026. Os interessados devem realizar o procedimento dentro do prazo estabelecido, observando as orientações divulgadas pela organização. Após o processo de seleção, somente os candidatos contemplados com as vagas e aqueles incluídos na lista de espera receberão um e-mail com as instruções correspondentes. A iniciativa integra as ações de ensino de idiomas voltadas à comunidade universitária e a outros públicos elegíveis, oferecendo uma oportunidade de contato inicial com a língua francesa em ambiente virtual. Serviço Oportunidade: Curso de francês “Comunicação Oral: apresentar-se em francês”Realização: Idiomas sem Fronteiras (IsF/UFPA)Público: Estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e técnicos-administrativos da UFPA; professores da Educação Básica de escolas públicas; e integrantes de comunidades acadêmicas de instituições públicas de Ensino Superior do Pará.Duração: Quatro semanasPrazo para indicação: De 19 de outubro, às 12h, até 21 de outubro, às 18h. Acesse aqui o formulário de inscrição.
UFPA abre inscrições para mobilidade internacional de estudantes de pós-graduação no Paraguai, Argentina e Uruguai

A Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer), está com inscrições abertas para o Edital Prointer nº 11/2026, referente à pré-seleção de estudantes de mestrado e doutorado para o Programa ESCALA Pós-Graduação, da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM). A mobilidade será realizada presencialmente durante o primeiro semestre de 2027. A iniciativa oferece quatro vagas em universidades do Paraguai, Argentina e Uruguai, proporcionando aos estudantes experiências de formação acadêmica, científica e intercultural e ampliando a cooperação entre instituições de ensino superior da América Latina. Vagas e universidades participantes As vagas estão distribuídas entre quatro instituições: A mobilidade será presencial e terá duração mínima de 15 dias e máxima de seis meses, observados o calendário da universidade de destino, o prazo regulamentar do curso, o Plano de Estudos e as regras do Programa ESCALA Pós-Graduação. Benefícios Os estudantes selecionados receberão auxílio financeiro de R$ 5.000, em parcela única, concedido pela UFPA para contribuir com as despesas de deslocamento de ida à universidade de destino e de retorno à UFPA. As universidades de destino também oferecerão auxílio para alimentação e alojamento durante o período da mobilidade, conforme suas próprias regras, critérios, disponibilidade e formas de concessão. O auxílio da UFPA não cobre necessariamente todas as despesas da mobilidade. Os participantes deverão contratar, com recursos próprios, seguro internacional obrigatório e arcar com os custos que não forem contemplados pelo edital ou pelas instituições de destino, como passaporte, visto, vacinas, deslocamentos internos e despesas pessoais. Quem pode participar? Podem se candidatar estudantes regularmente matriculados em cursos de mestrado ou doutorado da UFPA, ofertados em qualquer campus, que tenham integralizado, até a data de encerramento das inscrições, no mínimo 30% das obrigações acadêmicas do curso ou seu equivalente em créditos e atendam aos demais requisitos previstos no edital. Também é necessário possuir anuência do orientador e da coordenação do Programa de Pós-Graduação, não ter ultrapassado o prazo regulamentar para defesa, apresentar Plano de Estudos e Plano de Difusão e Impacto compatíveis com a pesquisa, além de realizar contato prévio com docente ou responsável acadêmico na universidade de destino. É responsabilidade do candidato verificar previamente a compatibilidade entre seu curso e a oferta acadêmica da universidade pretendida, bem como as exigências específicas de cada instituição. Inscrições e seleção As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por meio de formulário eletrônico, de 19 de outubro a 9 de novembro de 2026. Os candidatos deverão preencher o formulário e anexar toda a documentação exigida, incluindo documento de identificação ou passaporte, histórico acadêmico, comprovante de matrícula, Currículo Lattes, formulário de solicitação, Plano de Estudos, Plano de Difusão e Impacto, carta de anuência e recomendação do orientador, declaração da coordenação do PPG, comprovação de contato prévio com a universidade de destino, Termo de Compromisso e demais documentos exigidos conforme a vaga. A pré-seleção realizada pela UFPA possui caráter de indicação institucional e não garante o aceite definitivo pela universidade de destino ou a concessão do auxílio financeiro. A participação dependerá do cumprimento das exigências previstas no edital e do aceite da instituição anfitriã. Cronograma Serviço Edital: Prointer nº 11/2026 — Programa ESCALA Pós-Graduação AUGM 2027.1Público: Estudantes de mestrado e doutorado da UFPAVagas: Quatro, no Paraguai, Argentina e UruguaiAuxílio financeiro: R$ 5.000 para despesas de deslocamentoInscrições: Até 9 de novembro de 2026 Acesse aqui o edital e seus anexos para consultar os requisitos e as orientações de candidatura.Acesse aqui o formulário de inscrição.
UFPA e University of Birmingham assinam acordo de cooperação e promovem sessão informativa sobre Connect Amazônia 2026

A Universidade Federal do Pará (UFPA) e a University of Birmingham, do Reino Unido, realizam nesta sexta-feira (16) uma programação voltada ao fortalecimento da cooperação acadêmica internacional. A agenda inclui a assinatura de um acordo de cooperação entre as instituições e uma sessão informativa sobre o Connect Amazônia 2026, oportunidade de financiamento para projetos colaborativos de pesquisa entre pesquisadores vinculados a instituições científicas, tecnológicas e de inovação do Pará e pesquisadores da universidade britânica. O encontro será realizado a partir das 11h, no auditório do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA). A sessão informativa será uma oportunidade para a comunidade acadêmica conhecer melhor a chamada, compreender as possibilidades de colaboração entre as universidades e esclarecer dúvidas sobre os requisitos e procedimentos para apresentação de propostas. O Connect Amazônia 2026 é promovido pelo University of Birmingham Brazil Institute (UBBI), em parceria com a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (FAPESPA). Em sua segunda fase, a iniciativa busca fortalecer parcerias de longo prazo entre instituições do Pará e do Reino Unido, apoiando projetos de pesquisa e inovação relacionados a desafios e oportunidades da Amazônia. As propostas podem ser submetidas até 26 de outubro de 2026. A programação integra o workshop internacional Sociobiodiversity, Mobility and Climate Action in the Amazon: Building Interdisciplinary Pathways for Sustainable Futures, realizado na UFPA entre os dias 12 e 17 de outubro. A iniciativa reúne pesquisadores e doutores em início de carreira do Brasil e do Reino Unido em palestras, oficinas e atividades de campo, com o objetivo de desenvolver propostas de pesquisa interdisciplinares sobre sociobiodiversidade, mobilidade e ação climática na Amazônia. O workshop é promovido pelo British Council, em parceria com a University of Birmingham, por meio do University of Birmingham Brazil Institute, o NAEA/UFPA e o Museu Paraense Emílio Goeldi, por meio da iniciativa Amazônia +10. Serviço Evento: Assinatura de acordo de cooperação entre a UFPA e a University of Birmingham e sessão informativa sobre o Connect Amazônia 2026Data: 16 de outubro de 2026 (sexta-feira)Horário: 11hLocal: Auditório do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA)Prazo para submissão de propostas ao Connect Amazônia 2026: 26 de outubro de 2026 Acesse aqui a chamada completa do Connect Amazônia 2026 e confira os requisitos e os procedimentos para submissão de propostas.
UFPA integra rede internacional de pesquisa sobre transição energética centrada no bem-estar humano

A Universidade Federal do Pará (UFPA) esteve em Bristol (Reino Unido) durante a reunião de balanço do projeto SHINE (Sustainable, Holistic, and Inclusive Energy Systems for Well-being), uma rede internacional de pesquisa voltada ao desenvolvimento de sistemas energéticos sustentáveis com foco no bem-estar humano. Financiado com mais de £3,5 milhões pela UK Research and Innovation (UKRI), o projeto reúne pesquisadores da UFPA, da University of Bristol (Universidade de Bristol), além de instituições da Gâmbia, da Gana, do Nepal e da África do Sul, com atuação direta em comunidades do Sul Global. Entre as iniciativas de cooperação técnico-científica existentes entre a UFPA e a Universidade de Bristol, destaca-se a parceria desenvolvida por intermédio do Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas (GEDAE/Itec), voltada principalmente à partilha de conhecimentos. “Mesmo antes da concepção do projeto SHINE, já havia uma cooperação consolidada entre o GEDAE/UFPA e a Universidade de Bristol na execução de projetos de pesquisa. Fomos chamados para a rede devido à experiência do GEDAE no desenvolvimento de soluções energéticas renováveis para populações que vivem em áreas remotas e isoladas da rede elétrica convencional”, explica o professor Wilson Negrão, representante do GEDAE/UFPA. Conexão Sul-Sul As primeiras intervenções do projeto serão em quatro comunidades da África Ocidental, três em Gana e uma na Gâmbia, onde a vulnerabilidade energética é corriqueira. Os dois países também compartilham desafios energéticos com a Amazônia Brasileira. “Tanto nas comunidades ganesas e gambianas como nas amazônicas há a dependência crítica de combustíveis fósseis. A queima de lenha e carvão em fogões, por exemplo, emite fumaça tóxica no ambiente doméstico, causando problemas de saúde, e os motores das rabetas e barcos utilizados pelos habitantes locais dependem da gasolina e do diesel. O custo é altíssimo, o suprimento é instável e o risco de desabastecimento em períodos de maré desfavorável ou crise de insumos trava a rotina das famílias”, acrescenta o pesquisador. Com mais de 30 anos de atividades, o GEDAE participa da iniciativa trazendo sua experiência com sistemas fotovoltaicos, microrredes em corrente contínua, embarcações elétricas de pequeno porte, e soluções adaptadas à realidade de populações em áreas remotas, especialmente na região amazônica. A ideia é utilizar essa experiência para promover uma aliança técnico-científica entre os países do sul global. Bem-estar humano, o medidor de sucesso Segundo Wilson Negrão, um dos objetivos do projeto “é elaborar uma estrutura metodológica (“well-being framework”) composta por diretrizes, práticas, indicadores e ferramentas reutilizáveis para apoiar outros pesquisadores, responsáveis pela implementação de projetos, formuladores de políticas públicas e comunidades na concepção de sistemas energéticos que promovam bem-estar, equidade e sustentabilidade”. Enquanto o planejamento energético convencional costuma medir sucesso apenas por indicadores técnicos e quantitativos (megawatts instalados, número de domicílios conectados, custo por kWh, etc), um “well-being framework” propõe medidores que considerem as melhorias efetivas e observáveis na vida das pessoas impactadas. Dispensar o fogão à lenha e adotar tecnologias de cozimento elétrico, por exemplo, garante mais tempo livre para os membros da comunidade? A saúde das pessoas tem melhorado com a diminuição da poluição no ar? As novas fontes de eletricidade estão permitindo que os jovens estudem à noite? A autonomia das mulheres tem sido fortalecida? No “well-being framework”, perguntas relativas ao bem-estar são as protagonistas. Graças a essa abordagem, o projeto toca, simultaneamente, em pelo menos três dos dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS): saúde, igualdade de gênero e ação climática. Reunião em Bristol Realizada entre 29 de junho e 03 de julho de 2026, a segunda reunião presencial da rede foi marcada por várias apresentações técnicas e dinâmicas colaborativas entre as instituições parceiras. O foco, desta vez, foi na apresentação dos resultados já alcançados, no compartilhamento das atividades em andamento e nos direcionamentos para os próximos 18 meses do SHINE. A próxima grande reunião presencial prevista é a de conclusão do programa, a ser realizada em Gâmbia ao término do projeto, em 2027. Esta reportagem foi publicada originalmente no Portal da UFPA. Acesse-a neste link. Texto: Gabriela Cardoso (Ascom/UFPA). Fotos: Acervo do projeto.