UFPA e Universidade de Michigan fortalecem cooperação científica durante workshop internacional da Cátedra Fulbright UFPA/CISAM

Entre os dias 10 e 14 de agosto, a Universidade Federal do Pará (UFPA) realiza o I Workshop Internacional da Cátedra Fulbright UFPA/CISAM, com o tema Biodiversity and Forest Change Under Global Change: Tools, Models, and Scenarios. Promovido em parceria com a Universidade de Michigan, a Comissão Fulbright Brasil e o Centro de Estudos Avançados da Amazônia (CISAM), o evento reúne pesquisadores brasileiros e norte-americanos para discutir os impactos das mudanças globais sobre a biodiversidade e apresentar ferramentas aplicadas à ecologia e à conservação. A programação conta com atividades teóricas e práticas sobre inteligência artificial, dados geoespaciais, sensoriamento remoto, modelagem de ecossistemas, mudanças no uso da terra, biodiversidade e ciclo do carbono. Também estão sendo realizadas palestras institucionais e atividades de integração entre pesquisadores e estudantes. Rede Amazônia Global amplia possibilidades de cooperação Durante o segundo dia do workshop, a pró-reitora de Relações Internacionais da UFPA, Lise Tupiassu, apresentou as possibilidades de cooperação articuladas pela Rede Amazônia Global, iniciativa coordenada pela UFPA no âmbito do Programa CAPES-Global.edu. A Rede reúne, além da UFPA, a Universidade Federal de Roraima (UFRR), a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), articulando instituições de diferentes regiões do país em torno de agendas estratégicas de pesquisa, formação, mobilidade e cooperação internacional. Lise Tupiassu destacou que a participação na Rede amplia a capacidade de articulação internacional da UFPA ao conectar pesquisadores estrangeiros não apenas à Universidade, mas também a uma estrutura nacional de cooperação científica. “A colaboração internacional com a UFPA, na verdade, implica uma colaboração em rede, onde várias instituições também podem estar ligadas. E, com isso, a gente consegue estruturar de forma mais efetiva uma capilaridade dentro do Brasil”, afirmou. A pró-reitora também apresentou possibilidades de mobilidade e formação, como o doutorado-sanduíche e a participação de pesquisadores estrangeiros em grupos de pesquisa brasileiros. Segundo ela, a estratégia inclui ainda a recepção de professores e pesquisadores visitantes e a construção de colaborações de caráter duradouro. Para Leandro Juen, coordenador do CISAM e da Cátedra Fulbright UFPA/CISAM, a aproximação com a Universidade de Michigan contribui para integrar o conhecimento produzido por pesquisadores da Amazônia a novas técnicas e ferramentas de pesquisa. “A ideia que nós queremos é trabalhar em conjunto para que a ciência produzida na Amazônia e para a Amazônia tenha como protagonistas as pessoas que estão aqui, trabalhando para a sustentabilidade do bioma”, destacou. Excelência e internacionalização da UFPA A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPA, Iracilda Sampaio, destacou os avanços recentes da Universidade em excelência acadêmica e interiorização da pós-graduação. Na mais recente Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), 35 dos 92 programas de pós-graduação avaliados na UFPA registraram aumento de nota, enquanto o número de programas com conceito máximo (7) dobrou, chegando a quatro. O desempenho também abre caminho para a criação de sete novos cursos de doutorado fora de Belém. Iracilda Sampaio avalia que o resultado evidencia o fortalecimento da qualidade acadêmica da Universidade e de seu modelo multicampi. “O resultado deste ano nos impactou especialmente porque vários programas dos campi passaram de nota 3 para 4, e até de 3 para 5. Isso consolida a UFPA como uma universidade multicampi de qualidade e de excelência”, afirmou. A pró-reitora também destacou a importância da Rede Amazônia Global nesse processo de expansão da cooperação científica. No âmbito do CAPES-Global.edu, a iniciativa foi classificada como o segundo melhor projeto da seleção, atrás apenas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e reúne as cinco instituições participantes em uma agenda comum voltada aos desafios estratégicos da Amazônia. UFPA e Universidade de Michigan assinam Memorando de Entendimento Como parte do fortalecimento da cooperação entre as instituições, o segundo dia do workshop também contou com a assinatura de um Memorando de Entendimento (MOU) entre a UFPA e a Universidade de Michigan. O acordo estabelece bases para a cooperação acadêmica e científica entre as duas universidades e prevê possibilidades como desenvolvimento de projetos de pesquisa conjuntos, intercâmbio de publicações e relatórios científicos, compartilhamento de experiências em metodologias de ensino, organização conjunta de simpósios, workshops e conferências, oportunidades de desenvolvimento profissional e intercâmbio de docentes, mobilidade estudantil e participação de pesquisadores visitantes. O memorando tem vigência de cinco anos e estabelece um marco para a ampliação das iniciativas conjuntas entre as instituições, especialmente em áreas relacionadas à biodiversidade, mudanças globais, sustentabilidade e produção de conhecimento sobre a Amazônia. Participaram ainda da programação a vice-reitora da UFPA, Loiane Prado; o vice-coordenador, Luciano Fogaça de Assis Montag; e Thiago Gonçalves-Souza, pesquisador científico assistente da School for Environment and Sustainability (SEAS) da Universidade de Michigan. O workshop e a assinatura do Memorando de Entendimento reforçam a estratégia de internacionalização da UFPA, ampliando a conexão da Universidade com parceiros internacionais e fortalecendo redes de pesquisa dedicadas aos grandes desafios da Amazônia.

Estudantes da UFPA representarão o Brasil pela quarta vez em competição internacional

Estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) representarão o Brasil pela quarta vez na Enactus World Cup, competição internacional de empreendedorismo social que reunirá equipes de diferentes países. A participação ocorrerá de 16 a 19 de novembro, em São Paulo, após a equipe da Enactus UFPA conquistar uma vaga na edição de 2026 da competição. A classificação veio após a participação no Evento Nacional Enactus Brasil (ENEB), em que a equipe apresentou projetos desenvolvidos para enfrentar desafios socioambientais. Com o resultado, a Enactus UFPA conquistou pela quarta vez o título nacional e garantiu novamente a representação brasileira na etapa internacional. Entre as iniciativas apresentadas estão o Biolume e o Guajará, projetos voltados a necessidades relacionadas ao acesso à energia e à água potável. As iniciativas integram o trabalho desenvolvido pelos estudantes no campo do empreendedorismo social, buscando desenvolver soluções aplicáveis a problemas enfrentados por comunidades. O Biolume desenvolve soluções de iluminação alimentadas por energia solar para comunidades com acesso limitado à eletricidade. A iniciativa utiliza tecnologias de baixo custo e busca contribuir para o acesso à iluminação em localidades onde a infraestrutura energética é limitada. Já o Guajará é voltado ao acesso à água potável em comunidades que enfrentam dificuldades de abastecimento. O projeto utiliza uma solução de tratamento e disponibilização de água desenvolvida a partir das necessidades identificadas junto às comunidades atendidas. Os dois projetos serão levados pelos estudantes para a Enactus World Cup 2026, onde serão apresentados ao lado de iniciativas desenvolvidas por equipes de diferentes países. A competição também será espaço para o intercâmbio de conhecimentos e experiências sobre soluções voltadas a desafios sociais e ambientais. A participação internacional dá continuidade ao trabalho desenvolvido pela Enactus UFPA em torno de projetos de empreendedorismo social e amplia a circulação das experiências produzidas pelos estudantes em diferentes contextos.

UFPA inicia missão oficial em Camarões para fortalecer cooperação acadêmica e científica no Sul Global

Uma comitiva da Universidade Federal do Pará (UFPA), liderada pelo reitor, Gilmar Pereira da Silva, iniciou, nesta segunda-feira, 31 de agosto, uma missão institucional a Camarões, na África Central. A agenda, que se estende até o dia 4 de setembro no país, abrange compromissos nas cidades de Yaoundé, Douala e Buea. Articulada em parceria com a Embaixada de Camarões no Brasil, o Ministério das Relações Exteriores (Minrex) e o Ministério do Ensino Superior (Minesup) camaronês, a iniciativa busca firmar acordos de cooperação acadêmica, científica e tecnológica, além de construir um plano de ação conjunto, de três anos, focado em desafios compartilhados do Sul Global. No primeiro dia de atividades na capital Yaoundé, a delegação da UFPA, formada também pela pró-reitora de Relações Internacionais, Lise Tupiassu, pelo pesquisador e chefe de Gabinete da Reitoria, Doriedson Rodrigues, e pelo coordenador de Acordos Internacionais, Israël Hounsou, cumpriu uma extensa programação. Acompanhada por Josué Didier Mendomo, Primeiro Secretário da Embaixada de Camarões no Brasil, a equipe foi recebida na Embaixada do Brasil pelo ministro conselheiro Francisco Novello para tratar sobre o fortalecimento das relações diplomáticas e acadêmicas, de programas de formação e da ampliação da mobilidade entre as instituições. “Esta missão ao continente africano responde a uma orientação de aproximação e cooperação internacional que valoriza a nossa própria história e raízes. A Amazônia e os biomas de Camarões compartilham desafios ambientais, climáticos e sociais semelhantes. Ao unirmos a expertise dos nossos pesquisadores às redes acadêmicas camaronesas, fortalecemos a ciência produzida no Sul Global, com soluções sustentáveis e aplicadas às nossas realidades”, destacou o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva. Durante a passagem pela representação diplomática brasileira, a comitiva também acompanhou o Projeto de Ensino da Língua Portuguesa oferecido no local, que conta com o apoio do comandante Roberto Alas, da Marinha do Brasil. Na sequência do itinerário cultural e institucional, os representantes da UFPA visitaram o Museu Nacional de Camarões, ocasião em que assinaram uma carta de intenções para a realização de uma exposição sobre a cultura camaronesa na Universidade paraense. Já em visita ao Ministério do Ensino Superior de Camarões, a delegação brasileira foi recebida em audiência com o secretário-geral do órgão, professor Wilfred Nyongbet Gabsa, para o ato solene de assinatura de seis acordos de cooperação acadêmica com instituições locais de ensino superior: Biaka University Institute of Buea (BUIB), Professional Higher Institute of Business Management and Technology (PHIBMAT), Instituto Superior Fang de Messamena (ISFM), L’Institut Universitaire des Grandes Écoles des Tropiques (IUGET), Instituto Superior do Setentrião de Garoua (ISSEG) e o Instituto Superior de Ciências, Tecnologia, Gestão e Desenvolvimento Sustentável (ISSTMADD). A cooperação estruturada pela UFPA em Camarões prioriza quatro eixos temáticos essenciais: agricultura tropical, saúde global, preservação ambiental e tecnologias digitais. A iniciativa visa promover o intercâmbio direto de docentes, pesquisadores e estudantes, impulsionando a capacitação avançada, o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento de problemas comuns, como a segurança alimentar e as mudanças climáticas nas regiões tropicais. Após o término da agenda em território camaronês, a comitiva da UFPA dará prosseguimento à missão institucional no continente africano. A partir do dia 4 de setembro, a delegação liderada pelo reitor iniciará uma visita oficial a Moçambique, antes de empreender o retorno ao Brasil. Esta reportagem foi publicada originalmente no Portal da UFPA. Acesse-a neste link. Texto: Felipe Melo (Ascom/UFPA). Fotos: Divulgação.

Estudante do Campus de Altamira é selecionado para intercâmbio nos Estados Unidos

O estudante Gabriel Menezes, do Campus Universitário de Altamira da Universidade Federal do Pará (UFPA), foi selecionado para realizar um intercâmbio de seis meses na Texas Tech University, nos Estados Unidos. A mobilidade terá início em setembro e integra as primeiras ações do acordo de cooperação internacional firmado entre as duas instituições, com acompanhamento da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer). O acordo tem como objetivo ampliar a cooperação acadêmica, científica e cultural entre a UFPA e a Texas Tech University, por meio de ações como intercâmbio de estudantes, docentes e pesquisadores, desenvolvimento de pesquisas conjuntas, programas de cotutela de doutorado, intercâmbio de publicações e visitas acadêmicas. A mobilidade é resultado da articulação conduzida entre 2023 e 2025 pelo professor Ronilson Santos, da Faculdade de Engenharia Agronômica (FEA), durante seu estágio de pós-doutorado na Texas Tech University. O trabalho contribuiu para consolidar a parceria institucional e criar novas oportunidades de colaboração em ensino, pesquisa e extensão. Na universidade norte-americana, Gabriel integrará o grupo de pesquisa coordenado pelo professor Jhones Sarturi, da Davis College. O grupo desenvolve estudos voltados ao aprimoramento do aproveitamento de alimentos e forragens para ruminantes, com o objetivo de aumentar a eficiência alimentar e a produtividade da pecuária de corte por meio de novas tecnologias. Segundo o professor Ronilson Santos, a experiência proporcionará ao estudante uma formação capaz de contribuir para o desenvolvimento da pesquisa e da inovação na Amazônia. Para ele, a seleção demonstra o potencial dos estudantes da UFPA, independentemente do campus de origem. “Essa conquista tem um significado muito importante, pois expressa que os estudantes do Campus de Altamira e dos demais campi da UFPA possuem competência para ocupar espaços em universidades de excelência internacional”, afirma. Para Gabriel Menezes, a oportunidade representa o reconhecimento do esforço dedicado à sua formação acadêmica. Autodidata no aprendizado da língua inglesa, o estudante afirma que pretende trazer ao Brasil os conhecimentos adquiridos durante a mobilidade para contribuir com o desenvolvimento de sua região. “Poder levar essa vivência para dentro de um centro de pesquisa internacional mostra que a Amazônia também forma profissionais qualificados e capazes de contribuir com a ciência de ponta”, ressalta. Apoio à mobilidade internacional A iniciativa também evidencia os resultados da política de internacionalização da UFPA. Ao estabelecer parcerias estratégicas com instituições de referência internacional, como a Texas Tech University, a Universidade amplia as oportunidades de formação acadêmica, fortalece a cooperação científica e promove a inserção internacional de estudantes, docentes e pesquisadores. Nesse processo, a Prointer acompanha os estudantes contemplados, oferecendo orientações sobre documentação, procedimentos administrativos e demais etapas necessárias para a realização da mobilidade acadêmica. Esse suporte contribui para que oportunidades como essa se concretizem, consolidando a internacionalização como um dos pilares do desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da produção de conhecimento na Amazônia.

UFPA integra rede internacional de pesquisa sobre transição energética centrada no bem-estar humano

A Universidade Federal do Pará (UFPA) esteve em Bristol (Reino Unido) durante a reunião de balanço do projeto SHINE (Sustainable, Holistic, and Inclusive Energy Systems for Well-being), uma rede internacional de pesquisa voltada ao desenvolvimento de sistemas energéticos sustentáveis com foco no bem-estar humano. Financiado com mais de £3,5 milhões pela UK Research and Innovation (UKRI), o projeto reúne pesquisadores da UFPA, da University of Bristol (Universidade de Bristol), além de instituições da Gâmbia, da Gana, do Nepal e da África do Sul, com atuação direta em comunidades do Sul Global. Entre as iniciativas de cooperação técnico-científica existentes entre a UFPA e a Universidade de Bristol, destaca-se a parceria desenvolvida por intermédio do Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas (GEDAE/Itec), voltada principalmente à partilha de conhecimentos.   “Mesmo antes da concepção do projeto SHINE, já havia uma cooperação consolidada entre o GEDAE/UFPA e a Universidade de Bristol na execução de projetos de pesquisa. Fomos chamados para a rede devido à experiência do GEDAE no desenvolvimento de soluções energéticas renováveis para populações que vivem em áreas remotas e isoladas da rede elétrica convencional”, explica o professor Wilson Negrão, representante do GEDAE/UFPA.  Conexão Sul-Sul As primeiras intervenções do projeto serão em quatro comunidades da África Ocidental, três em Gana e uma na Gâmbia, onde a vulnerabilidade energética é corriqueira. Os dois países também compartilham desafios energéticos com a Amazônia Brasileira. “Tanto nas comunidades ganesas e gambianas como nas amazônicas há a dependência crítica de combustíveis fósseis. A queima de lenha e carvão em fogões, por exemplo, emite fumaça tóxica no ambiente doméstico, causando problemas de saúde, e os motores das rabetas e barcos utilizados pelos habitantes locais dependem da gasolina e do diesel. O custo é altíssimo, o suprimento é instável e o risco de desabastecimento em períodos de maré desfavorável ou crise de insumos trava a rotina das famílias”, acrescenta o pesquisador.  Com mais de 30 anos de atividades, o GEDAE participa da iniciativa trazendo sua experiência com sistemas fotovoltaicos, microrredes em corrente contínua, embarcações elétricas de pequeno porte, e soluções adaptadas à realidade de populações em áreas remotas, especialmente na região amazônica. A ideia é utilizar essa experiência para promover uma aliança técnico-científica entre os países do sul global. Bem-estar humano, o medidor de sucesso Segundo Wilson Negrão, um dos objetivos do projeto “é elaborar uma estrutura metodológica (“well-being framework”) composta por diretrizes, práticas, indicadores e ferramentas reutilizáveis para apoiar outros pesquisadores, responsáveis pela implementação de projetos, formuladores de políticas públicas e comunidades na concepção de sistemas energéticos que promovam bem-estar, equidade e sustentabilidade”. Enquanto o planejamento energético convencional costuma medir sucesso apenas por indicadores técnicos e quantitativos (megawatts instalados, número de domicílios conectados, custo por kWh, etc), um “well-being framework” propõe medidores que considerem as melhorias efetivas e observáveis na vida das pessoas impactadas. Dispensar o fogão à lenha e adotar tecnologias de cozimento elétrico, por exemplo, garante mais tempo livre para os membros da comunidade? A saúde das pessoas tem melhorado com a diminuição da poluição no ar? As novas fontes de eletricidade estão permitindo que os jovens estudem à noite? A autonomia das mulheres tem sido fortalecida? No “well-being framework”, perguntas relativas ao bem-estar são as protagonistas. Graças a essa abordagem, o projeto toca, simultaneamente, em pelo menos três dos dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS): saúde, igualdade de gênero e ação climática. Reunião em Bristol Realizada entre 29 de junho e 03 de julho de 2026, a segunda reunião presencial da rede foi marcada por várias apresentações técnicas e dinâmicas colaborativas entre as instituições parceiras. O foco, desta vez, foi na apresentação dos resultados já alcançados, no compartilhamento das atividades em andamento e nos direcionamentos para os próximos 18 meses do SHINE. A próxima grande reunião presencial prevista é a de conclusão do programa, a ser realizada em Gâmbia ao término do projeto, em 2027. Esta reportagem foi publicada originalmente no Portal da UFPA. Acesse-a neste link. Texto: Gabriela Cardoso (Ascom/UFPA). Fotos: Acervo do projeto.

Maison France: UFPA inaugura espaço para ampliar cooperação científica com a França

A Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) da Universidade Federal do Pará (UFPA) inaugurou, na última segunda-feira (22), a Maison France UFPA, espaço voltado ao fortalecimento da cooperação acadêmica e científica entre a Universidade e instituições da França e da Guiana Francesa. A programação teve início com uma solenidade no prédio da Reitoria e prosseguiu com a apresentação de uma placa em homenagem à cooperação entre Brasil e França no píer da Universidade e, então, com a inauguração da sala da Maison, no Centro de Internacionalização da UFPA, localizado no Bloco E do Campus Básico. A presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Denise Pires de Carvalho, celebrou a inauguração da Maison France UFPA. Ela destacou que, historicamente, os investimentos em pesquisa científica estiveram concentrados em apenas no eixo Rio-São Paulo e ressaltou que a UFPA já nasceu com a tendência de ser uma Universidade onde ensino e produção científica caminham juntos. Ela também enfatizou que a independência e o desenvolvimento do Brasil dependem da geração de conhecimento, para que o país deixe de ser apenas exportador de commodities, reproduzindo um modelo historicamente associado aos interesses coloniais. “A Universidade Federal do Pará é hoje a instituição que mais publica e mais gera conhecimento sobre a região amazônica em todas as áreas. É conhecimento sobre a Amazônia produzido por pesquisadores da própria Amazônia”, comemorou. A França é o país com o maior número de acordos e convênios internacionais firmados com a UFPA, somando 39 parcerias em diferentes áreas do conhecimento. A proximidade entre o Pará e a Guiana Francesa reforça o potencial de ampliação dessa cooperação. Para o reitor da Universidade, Gilmar Pereira da Silva, a Maison France UFPA foi criada também para ampliar a circulação de pesquisadores e fortalecer essa integração. “A Guiana Francesa está a menos de duas horas de voo de Belém e compartilha muitas características da Amazônia brasileira. Precisamos facilitar esse trânsito para que pesquisadores possam dialogar e produzir ciência sobre a Amazônia de forma cada vez mais integrada”, defendeu. A pró-reitora de Relações Internacionais da UFPA, Lise Tupiassu, destacou que a criação da Maison France UFPA coroa uma trajetória de mais de quatro décadas de cooperação entre a Universidade e instituições francesas. Segundo ela, o espaço consolida uma relação construída por meio de projetos de pesquisa, mobilidade acadêmica e parcerias institucionais, iniciando um novo tempo de aproximação entre a França e a Amazônia. “Inauguramos muito mais do que um espaço físico. Este é, sobretudo, um espaço de encontro, uma representação simbólica do que é a diplomacia científica e da construção conjunta do conhecimento. A Amazônia, com todos os seus desafios, é um berço de muitas ideias, mas precisa da cooperação para que possamos, juntos, alcançar mais objetivos”, ressaltou. Já a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPA, Iracilda Sampaio, pontuou o momento estratégico vivido pela Universidade, marcado pela aprovação da Rede Amazônia Global no programa CAPES-Global.edu e pelo fortalecimento de suas ações de internacionalização. Coordenada pela UFPA, a proposta foi a segunda mais bem avaliada do país e reúne instituições de diferentes regiões brasileiras em uma articulação voltada à cooperação científica internacional e à divulgação do conhecimento produzido na Amazônia. Ela também agradeceu à CAPES pelo apoio prestado ao longo do processo de construção da proposta. “A UFPA é um horizonte para o qual as demais universidades da Amazônia olham e se espelham. Isso nos traz uma grande responsabilidade de buscar fazer sempre melhor, para que possamos, de fato, dar as mãos às nossas universidades parceiras”, destacou. Durante o evento, também foi realizada a assinatura do plano de trabalho da Maison France UFPA, iniciativa que conta com a colaboração do Institut des Amériques. Entre as ações já desenvolvidas pela parceria, destaca-se o lançamento de uma chamada de bolsas destinada a estudantes e pesquisadores interessados em realizar estágios de pesquisa na UFPA, ampliando as oportunidades de cooperação acadêmica e mobilidade internacional. Para a conselheira científica da Embaixada da França no Brasil, Sophie Jacquel, a Maison France UFPA simboliza o compromisso dos dois países com a defesa da independência científica. “É uma luta conjunta sobre o papel da ciência no mundo e na democracia. Este também será um lugar para que os cientistas possam fazer o trabalho dos cientistas, seja qual for o resultado”, afirmou. O evento também contou com a presença do subdiretor de Ensino Superior e Pesquisa do Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, Audelin Chappuis; da assessora de cooperação para a América Latina e o Caribe do Ministério do Ensino Superior e da Pesquisa da França, Marie-Pierre Macian; do cônsul honorário da França em Belém, Sérgio Galvão; da presidente do Institut des Amériques, Françoise Moulin Civil; do diretor de pesquisa do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), François-Michel Le Tourneau; do pesquisador do Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (CIRAD), René Poccard; da presidente da Aliança Francesa de Belém, Sabine Galvão; e do representante da Université de Guyane, Christian Haridas. A cooperação entre a França e a UFPA ganhou projeção internacional durante a visita do presidente francês Emmanuel Macron à Universidade, em novembro de 2025, às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). Com a inauguração da Maison France UFPA, a Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) avança na estratégia de internacionalização da UFPA ao criar um espaço permanente para a recepção de pesquisadores, a realização de reuniões de trabalho, o desenvolvimento de projetos científicos, a promoção da mobilidade acadêmica e outras iniciativas de cooperação entre pesquisadores e instituições dos dois países. Texto: Orlando Haber e Aymê Vitória Imagens: Alexandre de Moraes/ASCOM UFPA

UFPA debate cooperação científica e desenvolvimento sustentável no 12º Simpósio Brasil-Alemanha

A Universidade Federal do Pará (UFPA) recebe, entre os dias 15 e 19 de junho, a 12ª edição do Simpósio Brasil-Alemanha de Desenvolvimento Sustentável, evento internacional que reúne pesquisadores, gestores e especialistas dos dois países para discutir temas relacionados à sustentabilidade, inovação e cooperação científica. Realizado desde 2003 e alternando sua sede entre Brasil e Alemanha, o encontro busca fortalecer redes de pesquisa e estimular novas parcerias acadêmicas internacionais. A pró-reitora de Relações Internacionais da UFPA, Lise Tupiassu, participou da mesa-redonda Responsible Science for a Sustainable Future. Durante o debate, ela ressaltou a importância de uma internacionalização baseada na reciprocidade, na responsabilidade social da ciência e no reconhecimento das múltiplas realidades amazônicas. Ao abordar os rumos da cooperação entre Norte e Sul Globais, a professora observou que os modelos tradicionais de transferência de conhecimento vêm perdendo espaço para formas mais equilibradas e horizontais de colaboração. A discussão também abordou os critérios utilizados para avaliar a excelência científica. Para Lise Tupiassu, indicadores tradicionais, como produtividade e rankings internacionais, não são suficientes para medir o impacto da pesquisa. A pró-reitora defendeu que aspectos como impacto social, inclusão de comunidades, transformação da realidade local e contribuição para políticas públicas também sejam considerados. Ela reforçou ainda o compromisso da UFPA com uma ciência socialmente responsável, construída em diálogo com os territórios e voltada para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. “A relação entre as universidades e as pessoas não pode ser uma relação em que nós estamos de um lado e eles do outro. Precisamos construir a ciência juntos e precisamos fazer isso de forma responsável”, afirmou. De acordo com o diretor do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), Armin Mathis, o simpósio tem como objetivo aproximar pesquisadores brasileiros e alemães por meio de grupos de trabalho permanentes e atividades voltadas à construção de projetos conjuntos. “Espera-se que essa cooperação gere projetos em conjunto no nível internacional no futuro”, projetou. Ao sediar a 12ª edição do simpósio, a UFPA reafirma seu compromisso com a produção científica, a internacionalização e o desenvolvimento sustentável da Amazônia, fortalecendo o diálogo acadêmico internacional e ampliando oportunidades de cooperação entre pesquisadores brasileiros e alemães.

Estudantes do Campus de Tucuruí participam de Escola Internacional na Polônia

Dois estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), ambos do Campus Universitário de Tucuruí, participaram da terceira edição da Escola Internacional da AGH University of Krakow, na Polônia. A iniciativa integra o programa Spinnaker, promovido pela Agência Nacional Polonesa para o Intercâmbio Acadêmico (NAWA), e reúne estudantes de diferentes países em atividades de formação acadêmica e cooperação internacional. Ana Cristina Cavalcante Selfe, do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental, e Rômulo Luis Santos Garreto Mendes, do curso de Engenharia Mecânica, integraram a terceira edição do programa, realizada entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. Ao longo do intercâmbio, os estudantes participaram de atividades voltadas ao aprofundamento de conhecimentos em áreas estratégicas, ao intercâmbio científico e ao desenvolvimento de competências interculturais. Ao todo, 80 estudantes sul-americanos foram contemplados com bolsas de estudo na mesma edição, participando de uma programação acadêmica em formato híbrido voltada a temas relacionados à inovação tecnológica, à sustentabilidade e ao desenvolvimento industrial, incluindo mineração sustentável, processos avançados de produção, catálise e aspectos sociais e ambientais da indústria. Além da formação acadêmica, os participantes tiveram acesso a cursos de inglês técnico, atividades práticas presenciais na cidade de Cracóvia e experiências interculturais que contribuíram para ampliar suas perspectivas profissionais e acadêmicas em contextos internacionais. A participação dos estudantes evidencia o alcance das ações da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) para além de Belém, ampliando o acesso de estudantes dos campi do interior a oportunidades de formação internacional e cooperação com instituições estrangeiras. A experiência também reforça a presença da UFPA em redes internacionais de ensino e pesquisa, demonstrando como a internacionalização pode contribuir para a formação de profissionais preparados para atuar em contextos globais, sem perder de vista os desafios e as potencialidades da Amazônia.

Prointer lança Projeto Conexão Global para fortalecer acolhimento de estudantes internacionais na UFPA

A Pró-Reitoria de Relações Internacionais (PROINTER) da Universidade Federal do Pará (UFPA) lançou no dia 29 de Maio o Projeto Conexão Global, iniciativa vinculada ao Programa Acolhe que visa promover o acolhimento e a integração de estudantes internacionais que realizam mobilidade acadêmica na instituição. A proposta busca envolver estudantes da UFPA como voluntários no acompanhamento e apoio aos discentes internacionais durante sua permanência acadêmica na universidade. O projeto integra as ações institucionais de internacionalização da UFPA e tem como objetivo fortalecer a diversidade cultural, ampliar a cooperação acadêmica internacional e estimular a convivência entre os estudantes. Além disso, a iniciativa contribui para o desenvolvimento de competências interculturais, linguísticas e sociais, promovendo uma formação acadêmica mais global e inclusiva. Por meio do Conexão Global, estudantes de graduação e pós-graduação regularmente matriculados na UFPA poderão atuar como Estudantes Anfitriões, acompanhando estudantes internacionais vinculados à universidade em programas de mobilidade acadêmica, acordos de cooperação internacional ou outras modalidades de internacionalização.  Entre as atribuições dos voluntários estão recepcionar os estudantes internacionais, auxiliar na adaptação à universidade e à cidade de Belém, orientar sobre sistemas acadêmicos e administrativos, apoiar na busca por informações sobre moradia, transporte e serviços essenciais, além de incentivar a participação dos estudantes internacionais em atividades acadêmicas, científicas, culturais e de extensão. A experiência proporciona benefícios tanto para os estudantes acolhidos quanto para os anfitriões. Os participantes terão a oportunidade de desenvolver habilidades de comunicação, liderança e trabalho em equipe, praticar idiomas, ampliar sua rede de contatos acadêmicos e conhecer diferentes culturas e perspectivas de formação. A participação também contribui para o fortalecimento do currículo acadêmico e profissional dos voluntários. A atuação dos estudantes anfitriões possui caráter exclusivamente voluntário e não gera vínculo empregatício ou remuneração. Em contrapartida, os participantes poderão receber certificação com carga horária complementar de até 50 horas por semestre, mediante participação efetiva nas atividades e avaliação satisfatória pela equipe responsável. As inscrições e o cadastro dos estudantes interessados serão realizados junto à Diretoria de Mobilidade Acadêmica Internacional da PROINTER. O processo de seleção poderá considerar critérios como disponibilidade, afinidade linguística, experiência acadêmica, participação prévia em ações de internacionalização e perfil de acolhimento. Também poderão ser promovidas reuniões, entrevistas e formações preparatórias para os participantes. Os estudantes interessados em atuar como anfitriões deverão encaminhar o Termo de Responsabilidade devidamente preenchido e assinado para o e-mail programas.mai@ufpa.br, informando no campo assunto: ‘Termo de Responsabilidade – Projeto Conexão Global’ Com o Projeto Conexão Global, a UFPA reafirma seu compromisso com a internacionalização universitária, fortalecendo práticas de acolhimento, inclusão e intercâmbio cultural que enriquecem a experiência acadêmica de toda a comunidade universitária. Regulamento do Projeto Conexão Global;  Formulário de cadastro – anfitrião; Termo de Responsabilidade.  Formulário Acolhido

Prointer/UFPA recebe pesquisadora internacional para debate sobre conservação indígena na Amazônia

A Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com a Fulbright Brasil, promoverá a conferência “Indigenous Conservation: Scaling up from Territory to the Amazon Basin”, como parte da programação do Fulbright Amazônia Talks. O evento contará com a participação da pesquisadora internacional Cynthia S. Simmons, professora do Departamento de Geografia da University of Florida e pesquisadora visitante da UFPA por meio do programa Fulbright Distinguished Scholar, vinculado ao tema geral “Sustainability in Amazonia”.   A atividade será realizada no Espaço FIN Fulbright UFPA, localizado no Centro de Internacionalização (Bloco E), e é voltada para estudantes, pesquisadores, movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Além da palestra, a programação inclui debate interdisciplinar com a pesquisadora e coffee break.   Durante a conferência, Cynthia Simmons apresentará resultados preliminares de uma pesquisa que investiga como povos indígenas mantêm a biodiversidade e a conservação cultural diante das pressões provocadas pela exploração de recursos naturais e por grandes projetos de infraestrutura. O estudo analisa os territórios indígenas como sistemas socioambientais integrados, considerando elementos como língua, conhecimentos tradicionais e práticas culturais na promoção da resiliência ecológica e social.   A pesquisa foi desenvolvida com 574 participantes pertencentes às nações indígenas Siekopai, Siona e Cofán, na Amazônia equatoriana. O projeto reúne diferentes áreas do conhecimento, como ecologia, geografia humana, ciências espaciais e modelagem socioambiental, utilizando métodos quantitativos e qualitativos para compreender os impactos e as estratégias de conservação adotadas pelas comunidades.   Além da produção científica, a iniciativa destaca-se pelo fortalecimento de capacidades locais, tendo formado técnicos indígenas de pesquisa e estudantes de grupos historicamente sub-representados. Os resultados deverão contribuir para a elaboração de planos de gestão territorial conduzidos pelas próprias comunidades, bem como para estratégias de mitigação das mudanças climáticas e de valorização dos conhecimentos indígenas na conservação da Amazônia.   O evento integra as ações de internacionalização e divulgação científica da UFPA, promovendo o diálogo entre academia, sociedade e formuladores de políticas públicas sobre os desafios contemporâneos da região amazônica.  

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Belém – Pará – Amazônia – Brasil