Sob liderança da UFPA, Rede Amazônia Global reúne universidades para fortalecer cooperação internacional

A ciência produzida na Amazônia estará no centro das discussões do lançamento oficial da Rede Amazônia Global, nesta quinta-feira (22), na Universidade Federal do Pará (UFPA). Vinculada ao Programa CAPES Global.edu, a iniciativa reúne UFPA, Universidade Federal de Roraima (UFRR), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), com o objetivo de fortalecer a internacionalização da pesquisa e da pós-graduação a partir da Amazônia. A programação aberta à comunidade acadêmica será realizada das 8h30 às 12h, no Auditório do Mercedários UFPA, em Belém. A manhã contará com a abertura oficial, a participação de reitores e representantes das instituições integrantes e a apresentação dos cinco temas estruturantes da Rede. O evento também marcará o lançamento do site e do perfil da iniciativa no Instagram, ampliando os canais de comunicação e compartilhamento do conhecimento científico produzido na região. A participação é aberta à comunidade acadêmica, e o evento será transmitido ao vivo pelo canal da UFPA no YouTube, possibilitando o acompanhamento por pessoas de outros campi e das instituições parceiras. Cooperação científica e internacionalização Embora o encontro marque oficialmente o lançamento da Rede, as ações vinculadas ao Programa CAPES Global.edu na UFPA já estão em andamento desde junho de 2026. Nesse período, a Universidade publicou editais voltados à implementação de atividades de internacionalização e cooperação acadêmica, enquanto as demais instituições integrantes também vêm desenvolvendo ações no âmbito da iniciativa. Coordenada pela UFPA, a Rede Amazônia Global foi aprovada em segundo lugar no processo seletivo do Programa CAPES Global.edu e terá duração de cinco anos. Sua proposta é articular as instituições participantes em torno de temas estratégicos para a Amazônia, promovendo a colaboração entre programas de pós-graduação, pesquisadores e parceiros internacionais. Para a pró-reitora de Relações Internacionais da UFPA, professora Lise Tupiassu, a Rede representa uma oportunidade de ampliar a cooperação acadêmica a partir das questões científicas, ambientais e sociais da Amazônia. “Esperamos que a Rede Amazônia Global se traduza em projetos conjuntos, novas oportunidades de formação e mobilidade e resultados que contribuam para enfrentar os desafios dos territórios amazônicos, além de consolidar a internacionalização como elemento essencial do desenvolvimento de todas as instituições parceiras”, afirma. A pró-reitora também destaca a importância de ampliar a participação da Amazônia nos debates e processos decisórios internacionais sobre questões que afetam a região. “Queremos fortalecer o protagonismo da ciência produzida na Amazônia, em diálogo com os saberes de suas populações, e ampliar sua participação nas decisões e na construção de soluções em escala internacional”, acrescenta. A atuação internacional da UFPA já inclui iniciativas que aproximam a pesquisa desenvolvida na Amazônia de instituições e pesquisadores de outros países. Entre as ações recentes estão a Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia, que reuniu estudantes e pesquisadores do Brasil, da França e da Guiana Francesa, e a missão institucional a Camarões e Moçambique, que resultou na assinatura de 15 acordos de cooperação acadêmica e científica. Essas iniciativas dialogam com o propósito de ampliar o intercâmbio de conhecimentos, fortalecer parcerias e construir agendas de pesquisa colaborativas. Para o próximo ano, estão previstas novas missões internacionais, incluindo a participação em eventos como a Asia-Pacific Association for International Education (APAIE), em março; a conferência da Association of International Educators (NAFSA), nos Estados Unidos, em maio; e a European Association for International Education (EAIE), em Portugal, em setembro. Governança e próximos passos Após a programação aberta ao público na manhã de quinta-feira, as atividades terão continuidade à tarde e na manhã de sexta-feira (23), em reuniões restritas aos integrantes dos Comitês Administrativo e Gestor da Rede. O encontro presencial reunirá reitores e representantes das reitorias, integrantes da gestão institucional e coordenadores dos cinco temas estruturantes. A agenda de trabalho prevê a avaliação das ações em curso, o alinhamento dos papéis das instituições, a instalação da estrutura de governança compartilhada e a definição de prioridades, estratégias e encaminhamentos para a execução do plano de trabalho. A expectativa é que as discussões fortaleçam a articulação entre as cinco universidades e estabeleçam as bases para a atuação conjunta ao longo dos próximos anos, ampliando a presença internacional da ciência produzida na Amazônia. Serviço Evento: Lançamento da Rede Amazônia Global Data: 22 de outubro de 2026 (quinta-feira) Horário: 8h30 às 12h Local: Auditório do Mercedários UFPA Transmissão: Canal da UFPA no YouTube Participação: Evento aberto à comunidade acadêmica no período da manhã

UFPA e University of Birmingham assinam acordo de cooperação e promovem sessão informativa sobre Connect Amazônia 2026

A Universidade Federal do Pará (UFPA) e a University of Birmingham, do Reino Unido, realizam nesta sexta-feira (16) uma programação voltada ao fortalecimento da cooperação acadêmica internacional. A agenda inclui a assinatura de um acordo de cooperação entre as instituições e uma sessão informativa sobre o Connect Amazônia 2026, oportunidade de financiamento para projetos colaborativos de pesquisa entre pesquisadores vinculados a instituições científicas, tecnológicas e de inovação do Pará e pesquisadores da universidade britânica. O encontro será realizado a partir das 11h, no auditório do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA). A sessão informativa será uma oportunidade para a comunidade acadêmica conhecer melhor a chamada, compreender as possibilidades de colaboração entre as universidades e esclarecer dúvidas sobre os requisitos e procedimentos para apresentação de propostas. O Connect Amazônia 2026 é promovido pelo University of Birmingham Brazil Institute (UBBI), em parceria com a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (FAPESPA). Em sua segunda fase, a iniciativa busca fortalecer parcerias de longo prazo entre instituições do Pará e do Reino Unido, apoiando projetos de pesquisa e inovação relacionados a desafios e oportunidades da Amazônia. As propostas podem ser submetidas até 26 de outubro de 2026. A programação integra o workshop internacional Sociobiodiversity, Mobility and Climate Action in the Amazon: Building Interdisciplinary Pathways for Sustainable Futures, realizado na UFPA entre os dias 12 e 17 de outubro. A iniciativa reúne pesquisadores e doutores em início de carreira do Brasil e do Reino Unido em palestras, oficinas e atividades de campo, com o objetivo de desenvolver propostas de pesquisa interdisciplinares sobre sociobiodiversidade, mobilidade e ação climática na Amazônia. O workshop é promovido pelo British Council, em parceria com a University of Birmingham, por meio do University of Birmingham Brazil Institute, o NAEA/UFPA e o Museu Paraense Emílio Goeldi, por meio da iniciativa Amazônia +10. Serviço Evento: Assinatura de acordo de cooperação entre a UFPA e a University of Birmingham e sessão informativa sobre o Connect Amazônia 2026Data: 16 de outubro de 2026 (sexta-feira)Horário: 11hLocal: Auditório do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA)Prazo para submissão de propostas ao Connect Amazônia 2026: 26 de outubro de 2026 Acesse aqui a chamada completa do Connect Amazônia 2026 e confira os requisitos e os procedimentos para submissão de propostas.

Mobilidade internacional aproxima UFPA e Marmara University em pesquisa conjunta

O vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Pará (UFPA), professor Arthur Silva, realizou mobilidade acadêmica de sete dias na Marmara University, na Turquia. A atividade foi realizada por meio do Edital Prointer nº 6/2026, no âmbito do Programa Erasmus+ KA171, e contribuiu para aproximar pesquisadores das duas instituições e estruturar uma proposta de colaboração científica. Durante a permanência na universidade turca, ele participou de discussões acadêmicas, workshops, seminários, atividades de networking e reuniões com pesquisadores de diferentes grupos. A programação também incluiu visitas a estruturas da instituição, entre elas o hospital universitário e o grupo de microbiologia. A cooperação entre as instituições também contou com a mobilidade do professor Barış Can, da Marmara University, que esteve na UFPA por meio do mesmo Programa. A visita ocorreu no mesmo período da mobilidade de Arthur na Turquia. Durante a permanência do docente na Universidade, foi realizada uma reunião na Prointer com a participação do professor Arthur e da assessora de internacionalização, professora Natália Bentes. Um dos resultados da aproximação foi o desenvolvimento de uma pesquisa conjunta sobre uma bactéria associada a casos de sepse, a partir da coleção de microrganismos mantida pela Marmara University. O estudo busca identificar possíveis alvos no DNA que possam contribuir para futuras estratégias terapêuticas. A pesquisa será desenvolvida de forma conjunta pelas duas instituições. A etapa de leitura do DNA será realizada na Marmara University, enquanto a análise computacional dos dados ficará sob responsabilidade da UFPA. A previsão é que pesquisadores da universidade turca estejam na UFPA em 2027 para dar continuidade às atividades e concluir o trabalho. Para Arthur, a mobilidade também possibilitou o intercâmbio de conhecimentos sobre pesquisa, ensino, gestão institucional e cooperação internacional. “Participar desta mobilidade Erasmus+ na Marmara University foi uma experiência acadêmica profundamente enriquecedora, que contribuiu significativamente para o avanço da cooperação institucional, dos métodos de ensino e dos objetivos de internacionalização”, afirma. O professor também destaca o papel da Prointer na aproximação entre as instituições e na identificação de possibilidades de cooperação internacional. A partir das demandas e áreas de interesse apresentadas pelas instituições parceiras, a Pró-Reitoria atua na articulação com pesquisadores e competências existentes na UFPA, contribuindo para a realização de mobilidades e para a construção de projetos de cooperação. Internacionalização e cooperação — A mobilidade integra as ações de internacionalização da UFPA e evidencia como programas de mobilidade podem contribuir para estabelecer novas conexões entre pesquisadores e transformar experiências acadêmicas no exterior em projetos de cooperação científica. No caso da parceria com a Marmara University, a mobilidade resultou em uma agenda de trabalho que combina atividades realizadas na Turquia e no Brasil e prevê a continuidade da colaboração científica em 2027.

UFPA apresenta estudo sobre sistemas alimentares em evento internacional

Pesquisador e estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) participaram, entre os dias 24 e 27 de setembro de 2026, do 40ª Terra Madre Salone Del Gusto, em Turim, na Itália. O evento organizado pela Rede Internacional Slow Food é reconhecido por ser uma das maiores iniciativas que reúnem representantes de diferentes países para debater o futuro dos sistemas alimentares no mundo. O docente Flávio Barros e as pós-graduandas Jacirene Queiroz e Isys Heringer, do Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA), da UFPA, receberam o convite da Slow Food para representar a Amazônia com outros participantes da comunidade Slow Food Pará. A temática principal deste ano foi  “Biodiversidade – ser diversidade”. O evento reuniu comunidades de 125 países em um espaço de diálogo, troca de conhecimentos e formação de alianças que visam a um caminho sustentável, diverso, que valorize e preserve os saberes tradicionais. No encontro, a doutoranda Jacirene Queiroz apresentou a pesquisa que vem desenvolvendo sobre a cozinha paraense, que investiga as culturas alimentares no território paraense. O estudo parte do pressuposto de que é comum associar pratos como tacacá, maniçoba e pato no tucupi como principais símbolos da culinária paraense. Entretanto, de acordo com o estudo, a culinária do Pará é diversa e abrange uma variedade de pratos, saberes e técnicas de diferentes comunidades. Por outro lado, Isys Heringer compartilhou o tema da pesquisa que desenvolve no mestrado. Ela investiga as práticas alimentares da Comunidade quilombola Aracuã do Meio na sua relação com a tradicional Festa de São João, na região do Trombetas, no oeste do Pará. Ambos os trabalhos desenvolvidos pelas pós-graduandas reforçam e destacam o importante papel das comunidades tradicionais da Amazônia como guardiãs da sociobiodiversidade, que abrange importantes produtos que compõem o patrimônio alimentar da Amazônia paraense. “É importante destacar que a participação num evento desta magnitude abre janela para muitas aprendizagens em torno da economia criativa, da valorização e inserção dos nossos produtos da sociobiodiversidade amazônica em mercados e como nossas ações de pesquisa podem ser úteis de forma aplicada de modo a valorizar conceitos como participação e inclusão, além de geração de renda e turismo de experiência”, ressalta Flávio Barros, pesquisador do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (Ineaf) sobre a importância do evento. Workshop de degustação, oficinas, tour e atrações culturais estavam entre as atividades previstas na programação. No Festival Biomas do Brasil, uma das grandes atrações do Terra Madre, as estudantes, junto ao professor Flávio Barros, prepararam dois pratos. O prato principal foi um nhoque de banana-da-terra, servido no molho de tucupi ao vinho branco, acompanhado de pirarucu salgado confitado e finalizado com pesto de rúcula. A castanha-do-pará foi o destaque na sobremesa produzida durante o evento, uma empada em que a massa foi feita de castanha e o recheio foi geleia de cupuaçu, finalizada com lascas de castanha-do-pará torrada e nibs de cacau. A participação do pesquisador e das estudantes contou com o apoio do Programa CAPES-Global.edu, executado na UFPA pela Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) e pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp). A participação da equipe envolveu, ainda, uma visita técnica à Università di Scienze Gastronomiche di Pollenzo para articular parcerias e cooperações em torno dos temas da cultura alimentar, agricultura familiar e gastronomia sustentável. Esta reportagem foi publicada originalmente no Portal da Andifes. Acesse-a neste link. Texto: Elizabete de Jesus (Ascom/UFPA) Foto: Divulgação

Escola Imersiva Internacional reúne estudantes do Brasil, da França e da Guiana Francesa para debater sociobioeconomia pan-amazônica

A Universidade Federal do Pará (UFPA) iniciou as atividades da Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia, iniciativa de formação e cooperação universitária transfronteiriça que reúne 18 participantes, entre estudantes e pesquisadores do Brasil, da França e da Guiana Francesa. O grupo é formado por sete estudantes da Université Paris-Est Créteil (UPEC), três da Université de Guyane, três da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e três da UFPA. Entre os participantes da Universidade, está uma estudante do Campus Universitário de Altamira, mestranda do Núcleo de Meio Ambiente (Numa). Concebida como espaço de diálogo e aprendizagem recíproca, a iniciativa aproxima conhecimentos acadêmicos e científicos das experiências territoriais, tradicionais e comunitárias da Amazônia. A ação é desenvolvida em parceria com instituições francesas, com financiamento e apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), da Expertise France e do Programa Amabio, além do apoio institucional da Embaixada da França no Brasil e da Maison France UFPA, instalada no Campus Guamá. A programação tem caráter interdisciplinar e está organizada em duas etapas, nos municípios de Belém e Santarém. Na capital paraense, os participantes realizaram atividades no centro histórico, no Mercado do Ver-o-Peso, na Galeria de Arte da UFPA e no Conjunto dos Mercedários. O roteiro inclui, ainda, atividades nas ilhas do entorno de Belém. Em Santarém, a Universidade Federal do Oeste do Pará articula visitas a cooperativas locais, projetos socioambientais e comunidades da região do oeste do Pará. O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, destacou a importância da iniciativa para a formação acadêmica e para a aproximação entre diferentes conhecimentos sobre a Amazônia. “A acolhida desses estudantes reafirma o compromisso da UFPA em pensar a sociobioeconomia de dentro da Amazônia, promovendo uma ciência integrada com as comunidades e com o território. Receber jovens pesquisadores franceses, guianenses e brasileiros fortalece laços históricos e amplia as possibilidades de cooperação científica”, afirmou. A iniciativa integra as ações da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) da UFPA e contribui para ampliar a cooperação acadêmica e científica internacional da Universidade. A ação também está relacionada ao Programa CAPES Global.edu, que busca fortalecer redes internacionais de pesquisa voltadas a desafios científicos, sociais e ambientais contemporâneos. Internacionalização e cooperação científica – A Escola Imersiva Internacional integra um conjunto de iniciativas da UFPA voltadas à ampliação da cooperação acadêmica e científica com instituições estrangeiras. Por meio da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer), a Universidade mantém acordos e desenvolve projetos de colaboração com instituições de diferentes países, ampliando as oportunidades de intercâmbio, pesquisa conjunta e formação acadêmica. Essa estratégia de internacionalização também se fortalece com a participação da UFPA no Programa CAPES Global.edu. A aprovação da Universidade no edital do programa assegura R$ 60 milhões para investimentos, ao longo dos próximos cinco anos, em ações voltadas ao fortalecimento da pós-graduação e da pesquisa. Os recursos serão destinados ao financiamento de bolsas de mobilidade acadêmica, missões de trabalho internacionais e projetos colaborativos de alta complexidade. A iniciativa amplia as possibilidades de inserção de pesquisadores e estudantes da UFPA em redes internacionais de pesquisa e fortalece a participação da Universidade em projetos desenvolvidos em parceria com instituições estrangeiras. “A internacionalização da UFPA no âmbito do CAPES Global.edu não se resume à mobilidade acadêmica tradicional, mas representa uma mudança de paradigma. Ao construirmos pontes diretas com instituições de excelência da Europa, das Américas e da África, estamos colocando a Amazônia não apenas como objeto de estudo, mas também como protagonista da pesquisa científica”, afirmou o reitor Gilmar Pereira da Silva. Esta reportagem foi publicada originalmente no Portal da UFPA. Acesse-a neste link. Texto: Felipe Melo (Ascom/Reitoria) Fotos: Heloisa Torres (Ascom/Reitoria)

Pesquisadores da UFPA participam de seminário interdisciplinar na Universidade de Yale, nos EUA

Quatro pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) participaram, em setembro, de um seminário interdisciplinar promovido pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, em parceria com a Comissão Fulbright no Brasil. A atividade reuniu docentes e candidatos a doutorado de universidades brasileiras para discutir aspectos históricos, políticos e contemporâneos da Declaração de Independência dos Estados Unidos e ampliar as possibilidades de intercâmbio e cooperação acadêmica. Realizado no âmbito das comemorações dos 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos, o seminário contou com a participação de docentes e candidatos a doutorado de instituições brasileiras. Entre as universidades representadas estiveram a UFPA, a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Durante a programação, os participantes tiveram contato com professores de Yale em sessões que abordaram a Declaração de Independência a partir de diferentes perspectivas, incluindo História, Direito e Ciência Política. A agenda também contou com conferências, visitas ao campus e espaços culturais da universidade, como a Biblioteca de Livros e Manuscritos Raros Beinecke e a Galeria de Arte da Universidade de Yale. Para Jonadson Souza, doutorando da UFPA, a experiência possibilitou uma intensa troca acadêmica e contribuiu para ampliar sua perspectiva sobre a pesquisa e a mobilidade internacional. “Conhecemos professores de várias áreas e tivemos muita troca com essas pessoas, e isso interfere na nossa maneira de observar o mundo e até de reformular o que nós buscamos enquanto pesquisadores”, relata. A experiência também permitiu aos participantes estabelecer contatos com pesquisadores de Yale. Jonadson relata que conseguiu conversar individualmente com o professor William Eskridge, da Yale Law School, que desenvolve pesquisas relacionadas a gênero e direitos humanos. Para o pesquisador da UFPA, o contato abriu possibilidades de futuras articulações acadêmicas e de continuidade do intercâmbio com a instituição norte-americana. Para João Vitor Moura, também doutorando da UFPA, a participação no seminário foi marcada não apenas pelo contato com pesquisadores de Yale, mas também pela diversidade de pesquisadores e instituições presentes na programação. Segundo ele, a proposta possibilitou a aproximação entre estudantes de diferentes regiões do Brasil e de distintas áreas das Ciências Sociais. Um dos momentos de maior relevância para o pesquisador foi a possibilidade de buscar professores de Yale cujas pesquisas apresentassem relação com suas próprias áreas de investigação. “Nós mandamos e-mails para professores de cada uma das nossas áreas específicas de pesquisa e tivemos encontros individuais com esses professores, que são referências em suas áreas e em seus tópicos de pesquisa e que têm impacto direto naquilo que desenvolvemos no doutorado”, explica. Além de Jonadson Souza e João Vitor Moura, participaram da atividade Jorge Alberto Mendes Serejo e Letícia Yumi Marques. Os quatro pesquisadores são doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) e integraram a delegação da UFPA em Yale. Cooperação institucional A participação da UFPA no seminário também foi acompanhada por uma agenda institucional voltada ao fortalecimento das relações entre a Universidade e Yale. O professor Edmar Costa, coordenador das ações da Fulbright na UFPA, participou da seleção dos estudantes da Universidade e esteve em Yale como representante da universidade. Além da programação oficial do seminário, Edmar participou de uma reunião com dirigentes e pesquisadores de Yale responsáveis pelas relações internacionais. Na ocasião, apresentou a UFPA e discutiu possibilidades de estabelecer cooperações com reciprocidade entre as duas universidades, envolvendo atividades conjuntas, workshops, seminários e visitas de campo. Segundo o professor, a reunião teve como desdobramento a continuidade das conversas entre as instituições. Entre as possibilidades em discussão está a realização de uma atividade de campo no Pará, com participação de pesquisadores da Yale School of the Environment, inicialmente prevista para março de 2027. A proposta poderá envolver atividades em Belém e Santarém e ainda está em fase de articulação institucional. A participação no seminário integra as ações da Fulbright Interdisciplinary Network (FIN), rede da qual fazem parte seis universidades brasileiras. Na UFPA, as ações da Fulbright são coordenadas por Edmar, que participou, juntamente com a assessora de Internacionalização da Pró-Reitoria de Relações Internacionais, professora Natália Bentes, do processo de seleção dos estudantes enviados para a atividade.

UFPA e Justiça Federal discutem implementação de decisões internacionais de direitos humanos

A Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com a Seção Judiciária do Pará, realizou, nos dias 28 e 29 de setembro de 2026, o evento “Direito Internacional dos Direitos Humanos e a Unidade de Monitoramento do Sistema Interamericano: a Implementação das Decisões Internacionais no Âmbito da Justiça Federal”. A programação ocorreu no auditório do edifício-sede da Seção Judiciária do Pará, em Belém, e reuniu estudantes, professores, servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça para discutir a implementação das decisões internacionais de direitos humanos no Brasil.  A iniciativa foi promovida pelo grupo de pesquisa de Direito Internacional e Constitucional da Proteção (DICP), pela Seção Judiciária do Pará e pela UFPA, com o objetivo de aproximar a produção acadêmica da prática jurídica e fortalecer o diálogo entre a Universidade e o Poder Judiciário. Durante os dois dias de programação, foram abordados temas relacionados ao funcionamento do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, às políticas judiciárias instituídas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à atuação da Justiça Federal na efetivação dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro. De acordo com a assessora de Internacionalização da Prointer, professora Natália Bentes, um dos principais objetivos da iniciativa foi contribuir para a formação prática dos participantes, possibilitando que o conhecimento sobre o Direito Internacional dos Direitos Humanos seja aplicado na análise e na solução de situações concretas. Para Natália, esse processo ultrapassa ações relacionadas à mobilidade acadêmica e à celebração de acordos internacionais, envolvendo também a incorporação de perspectivas, normas, decisões e práticas internacionais às atividades de ensino, pesquisa e extensão. A aproximação entre a UFPA e as instituições do sistema de Justiça também abre possibilidades para o desenvolvimento de novas ações conjuntas. “A partir dessa aproximação, poderão ser desenvolvidas novas ações de ensino, pesquisa e extensão, incluindo capacitações, estudos de casos, projetos acadêmicos, produção científica, atividades de extensão e outras iniciativas relacionadas à implementação nacional das decisões e recomendações internacionais de direitos humanos”, destaca a professora. A diversidade de participantes também foi apontada como um elemento importante para o desenvolvimento das discussões. A presença de estudantes, professores, servidores, magistrados e outros profissionais permitiu o contato entre diferentes perspectivas sobre os desafios relacionados à aplicação dos parâmetros internacionais de direitos humanos no contexto brasileiro. A iniciativa também apresenta uma dimensão de responsabilidade social e extensão universitária, ao criar possibilidades para que a produção acadêmica contribua para a análise de demandas concretas relacionadas aos direitos humanos. A expectativa é que futuras ações de cooperação possam ampliar os espaços de formação prática e de discussão de situações reais, observados os limites institucionais e profissionais aplicáveis. Outro possível desdobramento está relacionado ao fortalecimento das atividades da Unidade de Monitoramento e Fiscalização das Decisões do Sistema Interamericano de Direitos Humanos no âmbito da Justiça Federal, especialmente por meio da formação de magistrados e servidores para a compreensão, aplicação e acompanhamento da implementação das decisões internacionais.

UFPA recebe novo leitor para desenvolver atividades na Centro de Recursos Didáticos de Espanhol

A Universidade Federal do Pará (UFPA) recebe, durante o ano acadêmico de 2026-2027, o professor espanhol Juan Ángel Martínez Ruedas, que atuará como leitor de espanhol pelo Programa MAEC-AECID de Lectorados. Na Universidade, sua atuação será desenvolvida no Centro de Recursos Didáticos de Espanhol, com cursos, grupos de conversação, atividades culturais e ações voltadas à mobilidade acadêmica. Graduado em Tradução e Interpretação pela Universidade de Málaga e mestre em Ensino de Espanhol como Língua Estrangeira pela Universidade de Sevilha, Juan Ángel possui experiência no ensino de espanhol em diferentes contextos e países. Antes de chegar à UFPA, atuou em países como Filipinas, Hong Kong, China e Índia, além da Espanha. Esta é sua primeira experiência no Brasil. Na UFPA, o professor pretende ampliar as possibilidades de aprendizagem do idioma para além da sala de aula, promovendo também atividades culturais e interculturais. Entre as ações previstas estão os cursos regulares de espanhol, um grupo de conversação e uma atividade específica para estudantes, professores e pesquisadores interessados em mobilidade acadêmica. “Aprender uma língua estrangeira é muito mais do que aprender vocabulário e gramática. É também uma forma de se aproximar de outras pessoas, descobrir novas perspectivas e compreender outras maneiras de viver e de interpretar o mundo”, afirma Juan Ángel. A atuação na UFPA ocorre no âmbito do Programa MAEC-AECID de Lectorados, iniciativa pela qual Juan Ángel afirma ter interesse há bastante tempo. Para o professor, o leitorado possibilita levar a língua e as culturas do mundo hispanofalante a outros contextos universitários, ao mesmo tempo em que cria pontes entre diferentes países e comunidades acadêmicas. A colaboração entre a UFPA e o programa possui, segundo Juan Ángel, caráter de troca: ao mesmo tempo em que apresenta aos estudantes brasileiros diferentes culturas hispanofalantes, sua atuação permite conhecer e dialogar com a realidade brasileira e paraense. O professor destaca que uma experiência intercultural não precisa começar necessariamente com uma viagem ao exterior e pode ser construída dentro da própria universidade, por meio do contato com estudantes, professores e culturas de outros países. Atividades começam em 29 de setembro e 1º de outubro Como parte da programação, quatro atividades de espanhol serão realizadas no Centro de Internacionalização da UFPA. As inscrições estão disponíveis de 18 a 25 de setembro. Início em 1º de outubro, com aulas às quintas-feiras, das 9h30 às 12h30, no Bloco G do Centro de Internacionalização da UFPA. Acesse aqui o formulário de pré-inscrição para o curso de espanhol A1. Início em 29 de setembro, com aulas às terças-feiras, das 9h30 às 12h30, no Bloco G do Centro de Internacionalização da UFPA. Acesse aqui o formulário de pré-inscrição para o curso de espanhol A2. Início em 29 de setembro, com aulas às terças-feiras, das 14h às 17h, no Bloco G do Centro de Internacionalização da UFPA. A atividade é voltada a estudantes, professores e pesquisadores que participem ou pretendam participar de programas de mobilidade acadêmica. Acesse aqui o formulário de interesse para a atividade de espanhol para fins específicos (mobilidade acadêmica). Início em 1º de outubro, com encontros às quintas-feiras, das 14h às 17h. Acesse aqui o formulário para o grupo de conversação em espanhol.

UFPA firma 15 novos acordos na África e amplia cooperação acadêmica Sul-Sul

A Universidade Federal do Pará (UFPA) concluiu missão institucional no continente africano, realizada entre 29 de agosto e 11 de setembro de 2026, ampliando sua atuação na cooperação acadêmica e no intercâmbio de ciência, tecnologia e saberes. Liderada pelo reitor Gilmar Pereira da Silva, a comitiva, integrada pela pró-reitora de Relações Internacionais, Lise Tupiassu, pelo chefe de Gabinete da Reitoria, Doriedson Rodrigues, e pelo pesquisador Israël Hounsou, cumpriu agenda de trabalho em instituições de ensino e pesquisa de Camarões e Moçambique. A missão resultou na celebração de 15 acordos internacionais de cooperação científica e acadêmica, com possibilidades de atuação em áreas como saúde tropical, agroecologia, engenharia, inovação e tecnologia digital. Com os novos termos firmados em Camarões e Moçambique, a UFPA alcança quase 40 acordos de cooperação com instituições do continente africano neste ano. Em maio de 2026, durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília, foram firmados outros 23 acordos. A agenda foi construída de forma integrada pela Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer), pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) e pelo Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura (PPGEDUC), vinculado ao Instituto de Ciências da Educação (ICED) da UFPA, buscando aproximar a cooperação internacional das atividades de pós-graduação e pesquisa desenvolvidas na Universidade. “Essa missão representa a expansão das nossas fronteiras acadêmicas e o fortalecimento do diálogo com o continente africano. A ciência produzida na Amazônia e em outros países do Sul Global pode contribuir para o enfrentamento de desafios comuns. Ao ampliarmos a relação com instituições africanas, buscamos construir um modelo de cooperação baseado na reciprocidade, no intercâmbio de conhecimentos e na colaboração científica”, afirma o reitor Gilmar Pereira da Silva. Encontros institucionais – Em Camarões, a comitiva passou pelas cidades de Yaoundé e Douala. Durante a permanência no país, a delegação reuniu-se com representantes governamentais e acadêmicos, entre eles o secretário-geral do Ministério do Ensino Superior de Camarões, Wilfred Nyongbet Gabsa, e o governador da Região do Litoral, Samuel Dieudonné Ivaha Diboua. Durante a agenda, o reitor Gilmar Pereira da Silva recebeu o título tradicional de notabilidade ancestral “Nkem Zigni” (notável detentor do conhecimento), concedido pelo rei da aldeia de Tsinlekouet, professor Nguepi Joseph, reitor do Institut Universitaire des Grandes Écoles des Tropiques (IUGET). Em Moçambique, o roteiro institucional abrangeu as cidades de Chimoio, Beira e Maputo, onde a delegação se reuniu com reitores, diretores de institutos e representantes acadêmicos de universidades moçambicanas para discutir e formalizar parcerias de intercâmbio e pesquisa. Acordos de cooperação Em Camarões, a UFPA formalizou nove acordos de cooperação com o Institut Supérieur Fang de Messamena (ISFM), o Centre d’Amelioration et de Developpement des Activites Halieutiques (CADAHC), a Ecole Pratique d’Agriculture et Bois d’Ambam (EPABA), o Museu Nacional de Camarões, o Professional Higher Institute of Business Management and Technology (PHIBMAT), o Biaka University Institute of Buea (BUIB), o Institut Supérieur du Septentrion de Garoua (ISSEG), o Institut Supérieur des Sciences, de Technologie, Management et Developpement Durable (ISSTMADD) e o L’Institut Universitaire des Grandes Écoles des Tropiques (IUGET). Em Moçambique, foram firmados seis acordos com a Universidade Licungo, a Universidade Púnguè, o Instituto Superior Politécnico de Quissico, a Universidade Eduardo Mondlane, a Universidade Católica de Moçambique e a Universidade de São Tomás de Moçambique. Em Maputo, a missão também incluiu ações relacionadas ao Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento na pós-graduação da UFPA, voltadas à cooperação antirracista e à mobilidade docente e discente. A aproximação também envolve iniciativas já desenvolvidas pela Universidade. Entre elas está a tecnologia social Biol ume, criada pelo time Enactus UFPA, que desenvolve soluções sustentáveis de iluminação para comunidades e passa a estar presente em quatro países africanos: África do Sul, Essuatíni, Zimbábue e Moçambique. A iniciativa integra ações de inovação e extensão às possibilidades de cooperação acadêmica e científica estabelecidas com instituições do continente. “A cooperação Sul-Sul é estratégica para o ensino superior público brasileiro. As parcerias construídas nesta missão podem gerar oportunidades para estudantes e pesquisadores, além de ampliar o intercâmbio científico entre instituições da Amazônia e do continente africano”, afirma o reitor da UFPA. Desdobramentos da cooperação com a África A missão em Camarões e Moçambique integra as ações de internacionalização da UFPA voltadas à ampliação das relações acadêmicas com instituições africanas. Entre os próximos desdobramentos estão a construção de planos de trabalho decorrentes dos acordos firmados e a possibilidade de novas agendas institucionais em países como Angola, África do Sul e Cabo Verde. “Há uma grande convergência entre a Amazônia e os países africanos em temas científicos, ambientais, sociais e de desenvolvimento. São parceiros com os quais podemos produzir conhecimento conjuntamente, formar pessoas e desenvolver soluções para desafios que compartilhamos”, afirma a pró-reitora de Relações Internacionais, Lise Tupiassu. Segundo a pró-reitora, a etapa seguinte será dedicada à implementação dos acordos. “A missão abriu novas possibilidades de cooperação. Agora começa o trabalho de transformar essas conexões em ações permanentes e institucionalizadas, por meio da construção de planos de trabalho que resultem em mobilidade de estudantes e docentes, projetos conjuntos de pesquisa, formação compartilhada e outras iniciativas de cooperação”, completa. Com o encerramento da missão, a UFPA passa à etapa de desenvolvimento dos planos de trabalho vinculados aos acordos firmados, com foco na mobilidade acadêmica, na pesquisa conjunta, na formação e no intercâmbio de conhecimentos entre as instituições parceiras. Esta reportagem foi publicada originalmente no Portal da UFPA. Acesse-a neste link. Texto: Felipe Melo (Ascom/Reitoria) Fotos: Acervo da missão institucional

Estudantes do ITEC representarão a UFPA em programa de intercâmbio na França

Seis estudantes do Instituto de Tecnologia (ITEC) da Universidade Federal do Pará (UFPA) foram selecionados para participar do Programa Brafitec (Brasil France Ingénieurs et Technologie), iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A mobilidade internacional contará com o acompanhamento da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) e permitirá que os estudantes realizem até dois semestres de estudos em instituições francesas parceiras, com possibilidade de articulação com programas de dupla diplomação. O grupo foi selecionado por meio do Edital CAPES/Brafitec nº 11/2024, vinculado ao projeto Resiliência e Sustentabilidade em Época de Mudanças Climáticas nas Engenharias. Durante o intercâmbio, os estudantes cursarão disciplinas, participarão de projetos de pesquisa, atividades acadêmicas e estágios, ampliando sua formação em instituições francesas na área das Engenharias. Segundo o diretor-geral do Instituto de Tecnologia (ITEC), professor Miércio Cardoso de Alcântara Neto, a experiência proporcionará uma formação acadêmica e profissional diferenciada aos participantes. Para ele, além do contato com novas metodologias de ensino e pesquisa, a mobilidade amplia as oportunidades de desenvolvimento científico. “Os alunos irão cursar disciplinas, participar de projetos, realizar estágios e vivenciar o estudo e a cultura que a França proporciona. Essa experiência contribuirá significativamente para sua formação acadêmica e profissional”, destaca. Entre os estudantes selecionados está Ronilson Lavareda de Oliveira, do curso de Engenharia Civil, que realizará sua mobilidade na Université de Toulouse. Durante o período, ele pretende aprofundar os estudos em Modelagem da Informação da Construção (BIM), materiais de construção e concreto de alto desempenho, além de participar de projetos de pesquisa desenvolvidos pela instituição francesa. “Minhas expectativas são adquirir novos conhecimentos técnicos, conhecer metodologias de ensino diferentes, aprimorar meu francês, conviver com pessoas de diversas nacionalidades e desenvolver uma visão mais ampla sobre a Engenharia e sobre diferentes culturas”, afirma. Entre os selecionados está também o estudante de Engenharia da Computação Kauan Miranda Tavares, que destaca a experiência como um importante passo em sua trajetória acadêmica e profissional. Durante a mobilidade, ele pretende aprofundar conhecimentos na área de desenvolvimento de software, realizar o estágio obrigatório previsto pelo programa e ampliar sua formação em tecnologias relacionadas a redes e computação em nuvem. “Estou empolgado com as disciplinas que farei lá, pois tem muita coisa que não vemos aqui ou não aprofundamos. É um excelente complemento para expandir nosso conhecimento e contribuir para oportunidades no mercado de trabalho”, ressalta. Além de Ronilson Lavareda e Kauan Tavares, integram o grupo de estudantes selecionados Joelmeson Cardoso, Luciano Martins, Antônio Martins e David Sousa. Ronilson, Joelmeson e Luciano realizarão sua mobilidade na Université de Toulouse; Kauan e David estudarão na Polytech Grenoble, enquanto Antônio desenvolverá suas atividades na Grenoble INP – Ensimag. Juntos, os seis realizarão atividades acadêmicas em diferentes instituições francesas de formação em Engenharia. Ao longo do processo de mobilidade, a Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) acompanha os estudantes, oferecendo orientações sobre documentação, validação acadêmica e demais procedimentos necessários para a realização do intercâmbio. A Pró-Reitoria também atua nas tratativas institucionais junto às universidades de destino e no fortalecimento de parcerias voltadas à mobilidade acadêmica e aos programas de dupla diplomação. A participação dos estudantes no Programa Brafitec amplia as oportunidades de mobilidade internacional para estudantes do ITEC e permite a realização de atividades acadêmicas, de pesquisa e estágio em instituições francesas parceiras. A iniciativa também contribui para a integração entre diferentes ambientes de formação e pesquisa no campo das Engenharias.

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